terça-feira, 29 de abril de 2008
Programação
- 19h: Campanha contra a criminalização dos movimentos sociais, organizada pelo Movimento Passe Livre. Espaço Cultural Renato Russo, 508 Sul.
4ª Feira (30/04) – 12h: Oficina de Cartazes no Ceubinho + Organização da Passagem em Salas
2ª Feira (05/05) – 12h: Reunião do Fórum de Mobilização Permanente, no Mezanino acima do Ceubinho. Pauta Única: Definicão de estratégias para o desenvolvimento da paridade.
3ª Feira (06/05) – 12h: Debate sobre o Reuni no Ceubinho (organizado pelo DCE).
- 18h: Oficina sobre a Paridade no Ceubinho (Visitantes de Universidades Paritárias, Estudo de aspectos jurídicos, administrativos e históricos da paridade)
4ª Feira (07/05) – 12h: Debate sobre Fundações no Ceubinho (organizado pelo DCE).
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Nova estrutura política para a universidade
depois da decisão na Assembléia
A nobreza da comunidade universitária, integrada de cavaleiros, condes, doutores, duques e viscondes, se encastelava e mamava nas tetas de fundações de apoio. Mas, eis que a terceira camada da sociedade se rebela, toma a reitoria e derruba a nobreza.
Paridade. Essa é a palavra de ordem que percorre todos os cantos da Universidade de Brasília. É quase unânime a opinião de que os três segmentos — professores, alunos e funcionários — devam escolher o reitor em eleições diretas, com pesos proporcionais. Proposta velha, requentada, que, se atendida, em nada mudará a realidade triste da academia e do ensino superior público e gratuito.
Nas eleições para reitor da UnB, em 2005, foram aplicados os pesos de 70% de poder para professores e 15% para cada um dos outros dois setores: funcionários e estudantes. Após divulgação dos resultados, foram feitos cálculos para avaliar o que teria acontecido caso a votação tivesse sido paritária. Para surpresa geral, constatou-se que o resultado teria sido o mesmo: o vencedor fora bem votado nos três segmentos.
Paridade é a palavra que aponta para a solução da crise universitária brasileira, mas não no aspecto eleitoral. A hora é de paridade no governo da universidade. Ao analisar a revolução brasiliense de abril de 2008, alguns analistas rememoram o maio de 1968. Precisamos lembrar, entretanto, que os postulados programáticos do célebre maio de 1968 se espelhavam na luta iniciada em Córdoba, Argentina, em 1918, quando a reforma universitária pretendia acabar com a estrutura feudal da universidade.
Os estudantes universitários demonstram, hoje, serem a nata em que está depositada a essência da nação, tal como preconizou Gabriel del Mazo. A rebeldia transformadora dos estudantes, aliada à justa lista de reivindicações por eles apresentada, é o modelo perfeito para a revolução social almejada. Para tanto, a autogestão universitária há de ser a solução e o modelo para o país. Os ideais de Juan Lazarte são colocados na ordem do dia para o século 21: a universidade poderá ser uma grande oficina da ciência, onde estudantes, professores e técnicos administrativos se consagrarão à investigação e à criação de conhecimentos.
Só a autonomia plena, independente do Estado e da burocracia, permitirá o congraçamento efetivo da comunidade universitária, esta regendo-se a si mesma. Para tanto, faz-se necessário definir o que é comunidade universitária: os chamados terceirizados e substitutos não podem ficar fora da participação democrática.
Em maio de 1996, FHC assinou o Decreto nº 1.916 regulamentando o processo de escolha dos dirigentes das universidades. Naquele momento, o então ministro Paulo Renato festejou o fato, declarando que os professores, não os alunos e funcionários, eram os mais capacitados para escolher o reitor.
O recente renascimento do movimento estudantil dá lições de cidadania ao apático movimento docente. A luta aguerrida, organizada e responsável dos estudantes, com a ação direta legítima, mostra que eles têm maturidade para escolher os dirigentes. Nos últimos anos tem sido bem mais fácil ingressar na universidade como professor do que como aluno. A seleção de alunos é criteriosa e rigorosa. O mesmo não ocorre com a seleção de professores. Sobram vagas de professor, faltam vagas de aluno.
O desespero provocado pela falta de professores tem determinado a promoção de provas simplificadas para seleção de professores. Enquanto isso, ainda não foi inventado um vestibular simplificado.
À comunidade universitária, sem discriminações, sem privilégios, sem médias ponderadas, deverá caber a escolha dos dirigentes. O voto universal será, portanto, o meio correto e justo para as consultas à comunidade: um voto igual, com mesmo valor, para cada estudante, cada professor, cada funcionário. Uma nova estrutura política, realmente democrática e transparente, deverá ser montada. A idéia de paridade ficaria destinada a reitoria colegiada, em governo tripartite.
domingo, 27 de abril de 2008
I Manifesto: Pela Democracia
pela democracia
No dia 10 de abril, recebeu-se com certo entusiasmo a notícia de que o reitor Timothy Mulholland se afastou do cargo. Era notória, dentro e fora da universidade, a elevada rejeição pela sua permanência à frente da universidade: estudantes, servidores, professores, imprensa, sociedade civil, deputados, senadores, ministros e até o presidente da república se manifestaram nesse sentido. Timothy, contudo, permanecia irredutível, tirano e insolente, como se houvesse um direito natural a ser reitor.
Sem adentrar a espessa nuvem de fatos que envolve o desgaste de Timothy Mulholland, cabe a nós uma preocupação muito maior: o fortalecimento da frágil democracia ainda em formação no nosso país. Não logra Estado de Direito um país que não pune autoridades displicentes e denega justiça aos mais fracos.
Nosso dever com a cidadania ampla desperta-nos o sentimento de vergonha. Reconhecer a imperatividade do rule of force no Brasil nos traz pesar. Mas como ignorar casos de violência que há mais de dez anos esperam por justiça? Somente o Palace II e os massacres de Carajás, Corumbiara e Carandiru, todos da década de 90, contabilizam mais de 160 vítimas fatais. Gravidade semelhante revela o relatório da OEA que pediu o fim da impunidade nos casos de assassinatos a jornalistas: dos 23 homicídios registrados no Brasil entre 1995 e 2005, apenas 9 acusados receberam algum tipo de condenação.
E a respeito do que estamos rejeitando — corrupção, patrimonialismo e descaso com a coisa pública —, o longo histórico de impunidade é ainda mais grave. Não há analogia possível entre o Brasil e as principais democracias do mundo, porque aqui a justiça muito deixa a desejar e prima por condenar um movimento legítimo, pacífico e em defesa das estruturas democráticas. Compreendemos que a mobilização do corpo discente da Universidade de Brasília é exemplar: pela reconstrução democrática e pela imediata proteção do patrimônio público.
Noam Chomsky nos alertou que o meio mais eficiente para restringir a democracia é transferir o processo decisório da arena pública para instituições que não prestam contas. Nesse sentido, entendemos a resolução 12/2007 do Conselho Diretor que subordina a auditoria da FUB ao seu presidente, o reitor, como um golpe. A falta de transparência nos preocupa e estamos convictos de que foi o esvaziamento dos espaços democráticos da universidade que levou a UnB a essa crise.
Os estudantes superaram os desafios da lógica da ação coletiva e saíram do inconformismo. Rejeitaram a má gestão das verbas na UnB e denunciaram o anacronismo dos defensores da lei do 70-15-15. O que vivemos na UnB é destacado exemplo da lei de ferro oligarquias, com requintado processo de subversão da ordem democrática. E permanece indelével o episódio de abril de 2005, quando a reitoria de Lauro Morhy usou sua segurança para impedir os Representantes Discentes de participar do Consuni que discutiria paridade, mesmo que esses tivessem apenas 15% dos votos. Observamos, também, que mais de 20 Universidades federais[1] nas suas últimas eleições superaram esse modelo obsoleto forjado pela ditadura de 1968.
Notemos que as assembléias gerais dos três segmentos decidiram pelo afastamento tanto do reitor e de seu vice, quanto do conselho diretor. Os servidores e discentes foram ainda além e decidiram pela convocação de novas eleições.
"A educação ou funciona como um instrumento que é utilizado para facilitar a integração das gerações dentro da lógica do sistema presente e para garantir a conformidade com ele, ou se torna uma 'prática de liberdade', o meio pelo qual homens e mulheres se relacionam, de forma crítica e criativa, com a realidade e descobrem como participar na transformação do seu mundo."(Paulo Freire)
Brasília, 11/04/2008, 14:00.
[1] UFT, UFAL, UFBA (40:30:30), UFPB,UFPI, UFS, UFG, UFMT, UFES, UFF, UFJF, UFLA, UFOP, UFRJ, UFRRJ, UFSCar, UFSJ, UFU, UFV, UNIFEI, UNIRIO, UFSC, UFSM.
Como fazer história
ao fundo, "Resistência Estudantil"
Independentemente do desfecho, os estudantes que ocupam a reitoria há dez dias já entraram para a história da UnB. Exigiram a renúncia do reitor Timothy Mulholland (veja a postagem "Saudades de Darcy", abaixo). Tiraram os professores da incompreensível inércia e do cômodo silêncio em que se encontravam; forçaram as autoridades e as instituições envolvidas a ouvir, negociar e, principalmente, agir.
Nesse poucos dias, o reitor e o decano de administração pediram afastamento. O Ministério Público denunciou oficialmente o reitor por improbidade administrativa. O vice-reitor Edgar Mamiya, também investigado por impobridade, pediu exoneração.
Parabéns, meninos. Vocês me enchem de satisfação e de orgulho. Nós, que não temos mais vinte anos (nem trinta, para falar a verdade), precisamos de vocês, da sua alegria, criatividade, coragem. Precisamos ser lembrados da importância da indignação e, principalmente, da ação. Porque sem ação a indignação é no mínimo estéril; muitas vezes, até hipócrita.
Usha é ex-aluna e mãe de aluna daUnB
http://umaoutrabrasilia.blogspot.com/
Rebeldes com causa
"Nem se os estudantes da UnB tivessem ensaiado um semestre inteiro eles fariam melhor. O movimento deflagrado pela garotada brasiliense contra a suposta corrupção nos altos escalões da UnB é, desde já, neste ano de 2008, a maior celebração e a crítica mais aguda ao mítico e explosivo ano de 1968. É a maior celebração porque recupera o inconformismo dos jovens com o que é inaceitável. E é a crítica mais aguda porque, com exceção de alguns momentos de destempero, recusa a pauta da violência, da onipotência e do culto às drogas, mazelas que atingiram a geração de jovens de 1968, com efeitos até os dias de hoje. "A não-violência exige mais coragem do que a violência", nos ensina Mahtama Gandhi, o grande líder da resistência pacífica.
Até a intervenção dos estudantes, o silêncio da comunidade acadêmica sobre os fatos era ensurdecedor, ecoando em Brasília e no Brasil. Mas a tradição de resistência da instituição é muito forte e, ao envolver outros setores, o movimento dos estudantes contribuiu decisivamente para restaurar a dignidade da Universidade de Brasília.
Educamos não apenas com nossas palavras, mas também com o nosso exemplo. Quando as coisas alcançam o ponto aonde chegaram é necessário berrar: basta! É preciso convocar a bateria da Aruc, os roqueiros das garagens do Plano Piloto, os rappers da Ceilândia, os navegantes da blogosfera, os punks de periferia e os de boutique. E botar o bloco na rua, com batuque, humor e alegria, que é a maneira brasileira e modernista de mudar o mundo. Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor. Não é possível que só o crime consiga ser organizado no Brasil. Precisamos (desesperadamente) da transparência, da decência e da mobilização organizadas.
Independentemente de outros desdobramentos, o movimento dos estudantes da UnB já é um marco histórico da luta contra a corrupção no Brasil. Argumenta-se que a invasão dos estudantes à reitoria fere o estado de direito. É verdade, mas a corrupção fere mais e é tratada com leniência. Se não houvesse corrupção, não haveria invasão. Existem dois pesos e duas medidas. Para quem comete atos ilícitos, todas as regalias do estado de direito. Para os que se indignam com tais descalabros, as penas da lei. O comportamento da meninada em relação ao patrimônio público tem sido exemplar. Nada a ver com baderna. Baderna é supostamente desviar dinheiro da saúde dos índios para pagar decorações suntuosas em apartamentos, banquetes, passagens para parentes, carros de luxo ou lixeiras de R$850 . Quem teve Darcy Ribeiro como reitor, não pode aceitar isto. Darcy é o grande pajé, o grande morubixaba, desse movimento. Basta de continuísmo, basta de corrupção, Darcy para presidente em 2010!
E, por falar nisso, vamos aproveitar para ouvir o que nos tem a dizer sobre os acontecimentos outro grande brasileiro, o pernambucano Paulo Freyre (1921-1997), o mais importante teórico da educação no Brasil e um dos maiores pedagogos do século 20 no mundo. Acionemos o site http://www.sobrenaturaldealmeida.com.br/, criado especialmente para realizar entrevistas mediúnicas. Fala mestre! "Eu acho que os adultos, pais e professores, deveriam compreender melhor que a rebeldia, afinal, faz parte do processo de autonomia, quer dizer, não é possível ser sem rebeldia. O grande problema está em como amorosamente dar sentido criador ao ato rebelde e de não acabar com a rebeldia. (…) O castigo não faz isso. O castigo pode criar docilidade, silêncio. Mas os silenciados não mudam o mundo".
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Reunião do Conselho Universitário de Sexta-Feira (25/04/08)
Assista ao CONSUNI ao vivo via internet pelo site: http://www.cpce.unb.br/unbtv/
Reunião dos Centros Acadêmicos - 24 de Abril
Quarta-feira, 30 de abril,
ao 12h em frente ao DCE-UnB.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Carta "Paridade Já", de Mariza Monteiro Borges
Reocupação da reitoria- em abril de 2008 os estudantes forçam a passagem da rampa, vigiada pelos seguranças da UnB, que em 2005 foram convocados em forma arbitrária pelo ex-reitor Lauro Morhy para a reunião do CONSUNI. Esta reunião estabeleceria a manutenção das regras eleitorais, incluindo a não paridade, em uma série de irregularidades, como a dificuldade do acesso de alguns conselheiros e a votação antes do horário estabelecido. Timothy, que fora vice-reitor das duas gestões de Lauro Morhy foi então eleito reitor. Essa discussão se deu em 2005.
Primeiro a resposta, depois a carta da diretoria da Adunb.
acho que pode nos ajudar.
abraços,
PARIDADE JÁ!
Carta aberta para Doris
Mariza Monteiro BorgesProfª Aposentada do IP/UnB, Presidente da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia
Dóris,
Mesmo aposentada, não deixei de me preocupar e de me interessar pelo que ocorre na UnB. Não resisti aos seus cinco pontos e decidi falar sobre o que você escreveu, ou melhor, expressar a minha compreensão sobre o que você escreveu.
Antes, porém, acho que é bom deixar bem claro de onde falo. Falo como ex-aluna da UnB (graduação e pós-graduação), que militou, discretamente, no movimento estudantil. Falo como ex-professora (1979 - 2002) que não se furtou a participar da gestão acadêmica nos níveis do Instituto de Psicologia, do meu Departamento, da Câmara de Graduação, do CEPE, do CONSUNI e do CAD. Falo como associada da ADUnB e como membro da diretoria da ADUnB- Seção Sindical em 2000/2001. Falo como membro da comunidade universitária, professora aposentada. Falo como membro externo, isto é, como alguém que observa o processo eleitoral sem dele participar oficial ou oficiosamente. Pelas normas em vigor, não sou elegível, não sou eleitora e não participo de qualquer grupo ou articulação em torno de algum candidato a reitor.
Ao tocar na questão do direito de votar e ser votado, saio do Campus Universitário e lembro que a democracia no país ainda precisa ser aprimorada. Pertenço a uma geração de brasileiros e candangos que só pôde experimentar o exercício da cidadania pelo voto quando já era maior de 40 anos. Conquistar ou reconquistar aquele direito foi uma longa e dura batalha que passou pelo "Movimento das Diretas" e continua em curso nos diferentes segmentos da sociedade civil organizada, inclusive no âmago dos partidos políticos.
Considero que o bem maior pelo qual lutamos, você incluída, é a democracia. Nosso compromisso com ela deve estar acima de nossas paixões, de nossas alianças, de nossos muitos interesses. Com isso, quero dizer que o compromisso democrático não deve permitir que, ao fazermos certas análises, nos esqueçamos da própria história. Se o nosso compromisso democrático é real, não podemos nos dar ao desfrute de tentar atingir alguns objetivos fazendo conjecturas que contribuem para desqualificar e desmerecer as pessoas e desrespeitar as instâncias democráticas tão duramente conquistadas. Aliás, Dóris, você parece ter clareza disso ao desejar que as lideranças políticas rendam-se à democracia. Eu não usaria rendam-se, mas essa foi, no meu entender, a sua forma de pedir respeito ao processo democrático.
Fico imaginando como seria o presente se lá pelos idos de 1984/85 a comunidade universitária tivesse se rendidoàs leis vigentes. Não esqueçamos que realizamos um Congresso Universitário com participação (paritária) de docentes, servidores e estudantes. A comunidade assumiu a titularidade do processo de escolha do reitor e estabeleceu, através do Congresso Universitário, as regras e a condução da primeira eleição direta na UnB.
Em 1985 realizamos uma eleição paritária, em dois turnos (Regulamento de Consulta visando à elaboração de lista sextupla para escolha do reitor da Universidade de Brasília,1985*).
Naquela ocasião, vigia a Lei 5.540 de 28 de novembro de 1968, revigorada pela Lei 7.177 de dezembro de 1993, no que se refere à escolha de dirigentes de fundações de ensino superior. Será que o revigoramento teve alguma coisa a ver com o período em que vigorou o AI5?. De qualquer forma, a escolha de dirigentes de universidades era prerrogativa do chefe do poder executivo, a partir de lista sêxtupla elaborada pelo Conselho Universitário.
Mesmo assim, fizemos a eleição, elaboramos uma lista sêxtupla. Acho que todos nós lembramos muito bem da luta e de todos os percalços enfrentados pela comunidade para conseguir que nossa lista sêxtupla fosse considerada pelo CONSUNI. Não foi simples, foi uma dura batalha, não conseguimos tudo o que queríamos. Julgo, entretanto, que conseguimos algo muito maior do que escolher um reitor, colocamos em curso o processo de democratização na UnB.
Aquela foi a primeira eleição, sem ela certamente não teríamos as que se seguiram. Vejamos as regras das demais:
Em 1989, eleição paritária, turno único (Regulamento da Eleição para Reitor da Universidade de Brasília, 1989*). Desta feita, o CONSUNI foi introduzido no processo, coube àquele colegiado homologar as deliberações do Congresso Universitário. O processo democrático de escolha de dirigentes institucionaliza-se. A participação da comunidade universitária no processo de escolha do reitor era reconhecida, tinha a chancela do colegiado máximo da instituição.
Mudamos nossas práticas, as leis continuavam as mesmas desde 1968.
Em 1993, o CONSUNI estabeceu as regras do processo eleitoral (Resolução CONSUNI 004/93 de 12 de maio de 1993*), eleição paritária, dois turnos. Consolidava-se a institucionalização do processo eleitoral. E as leis? Estas continuavam as mesmas!
1997, grandes mudanças, o Colégio Eleitoral Especial (CONSUNI+CEP+CAD) regulamenta a consulta, turno único e 70, 15, 15 foram os pesos dos votos dos três segmentos. Agora, sim, entrara em vigor a Lei Paulo Renato (Lei 9.192 de 21 de dezembro de 1995*, regulamentada pelo Decreto 1.916 de 23 de maio de 1996*) e nossa prática ajustava-se a ele. Garantimos o peso de 70% para a manifestação do corpo docente. Nos demos a liberdade de fazer a votação uninominal como determinava a legislação, escolhemos chapa.
2001, turno único e 70, 15, 15 ,quase repetimos o processo anterior, com uma alteração, o CONSUNI estabeleceu as normas e a composição do Colégio Eleitoral Especial foi alterada, dentro, é óbvio, da lei.
Nossa história de obediência e submissão, Dóris, é bem recente, assim com é recente esse esquema 70/15/15 nas eleições. Não temos o direito de fazer crer que sempre foi assim ou tentar convencer a comunidade de que propor algo diferente é pura artimanha política. Não, não é só isso, temos uma história de eleições paritárias, temos princípios que sustentam esta posição, isso é escolha política. Quanto aos dois turnos, todas as vezes que ele foi previsto, teve como objetivo legitimar o processo eleitoral, veja as normas e você verá que assim foi.
Com relação aos estudantes, fiquei indignada com a sua sugestão de que estariam sendo manipulados pelos dirigentes da ADUNB ("Qualquer pessoa presente pode ver que alunos-conselheiros comandavam - sob constantes trocas de conversas com dirigentes da ADUnB"). Pensei ter entrado no túnel do tempo e estar revendo cenas de triste lembrança. O cordéis dos marionetes que outrora diziam que partiam de Pequim, Moscou e Havana, agora estão na mão do sindicato. No passado, o argumento era dos militares, hoje é usado por uma professora que eu acreditava progressista. E os estudantes? Continuam sendo desrespeitados, como se incapazes fossem. Há mais de quatro décadas a pauta do movimento estudantil tem mantido alguns pontos que continuam em aberto: autonomia universitária, ensino público e participação na estrutura de poder da universidade. Quem mesmo tem sido incapaz?
Ouso pensar que como professores universitários deveríamos ter muito cuidado com as palavras. Sabemos perfeitamente que não são neutras, que podem esconder ou repetir a história e desqualificar o coletivo e revelar nossos preconceitos. Além de tudo que já comentei, não havia uma outra palavra, com menor carga de preconceito, que pudesse ser usada em substituição ao "denegrir" que você usou?
Com o meu lamento,
Mariza Monteiro Borges
*Tenho cópia de todos os documentos assinalados com asterisco.
2008, o ano em que 1977 terminou.
Afinal, naquele encalorado final de tarde de sexta-feira, 11 de abril, a pergunta vinha de um inusitado grisalho engravatado, que soava estranho num ambiente de meninas recém púberes e de meninos com a barba rala e por fazer, acampados há oito dias no revestimento de borracha preta que faz as vezes de piso nos corredores da reitoria da UnB. Em meio aquele woodstock universitário eu era ali um cinquentão em terno de risca de giz. As meninas guardiãs da entrada do prédio reservada apenas aos estudantes nunca tinham me visto antes. Nem em salas de aula, assembléias ou nos atos coletivos disparados desde a ocupação da reitoria. Poderiam elas confiar o acesso ao prédio ocupado para aquele senhor que, antes de se aproximar à entrada da rampa, vagara por alguns minutos por entre as barracas em formato de iglu em que os estudantes dormiam, que caminhara ao meio dos rolos de papel craft utilizados para pintar palavras as frases de protesto, como que a contemplar o cenário de um conflito?
Não me demorei mais que dez ou quinze minutos na minha visita à reitoria ocupada pelos estudantes. Melhor dizendo, na visita anônima e solitária que realizei para conhecer mais de perto aqueles estudantes que, rompendo com a tradição macunaímica entranhada na cultura brasileira de se querer levar vantagem em tudo, e de se evitar a denúncia ou a contestação de fatos relacionados a malversações na esperança de que o silêncio conivente leve à possibilidade de também ficar com um pedaço do butim, e que surpreendentemente se apresentaram à sociedade brasileira como defensores de uma ética republicana na condução dos negócios públicos.
Sim, pode ser difícil de se compreender aqueles estudantes à primeira mirada. Não foram os professores dos departamentos de filosofia, direito, sociologia ou assemelhados os primeiros a se rebelar no campus contra as condutas que o Ministério Público apontava como não adequadas na gestão de órgãos da UnB, como também não partiram de parlamentares ou sindicalistas até então alinhados com a bandeira da educação as iniciativas de um posicionamento absoluto por uma ética radical.
Aos jovens estudantes em ocupação da reitoria o aconselhamento primeiro que viera da casta professoral, da corte parlamentar e de instâncias administrativas superiores fora de um conformismo atávico. Os argumentos preponderantes eram de que à ilegalidade não se chegara na gestão daqueles recursos públicos destinados à educação, ainda que se pudesse discordar no campo moral sobre as escolhas feitas na aplicação dos mesmos. Os doutos, as Vossas Senhorias e as Vossas Excelências afirmavam aos alunos que as questões em denúncia pelo Ministério Público não eram de ordem legal, mas sobretudo de natureza ética, e que assim deveriam ser discutidas. Pobres aprendizes, aconselhados naquela circunstância por alguns de seus ilustres mestres a se consolarem com uma possibilidade infinita de tergiversações sobre se o que não é ilegal mas se apresenta como antiético seria ou não passível de contestação.
Eles não se conformaram e fizeram com a ocupação a sua própria hora acontecer. E foi com a alegria de ouvir aquele retumbante não que os estudantes pronunciaram com o seu gesto de ocupação ao mesmo tempo pacífica e radical que percorri o pequeno trajeto entre o estacionamento e o prédio da reitoria. Quando finalmente me aproximei do prédio alguns deles estavam lavando com água e sabão o prédio da reitoria, dois ou três ao violão ensaiando acordes de Renato Russo, outros em leitura e muitos com olheiras das noites mal acomodadas.
Entrei no túnel do tempo e vi ali flashes da greve de estudantes do ano de 1977, na mesma UnB. Naquele ano, muito ao contrário da República Livre pela Ética proclamada pelos estudantes de 2008, o campus da UnB foi ocupado por centúrias, talvez um milhar de policiais que, por solicitação do reitor e com aval do Palácio do Planalto passaram a espionar, intimidar e a reprimir os estudantes em greve naquele período. Eu confesso que tive dificuldade em identificar as sensações que me vinham naquele caminhar. Trinta anos depois tudo estava muito ao contrário na Universidade de Brasília. Ao contrário de um reitor plenipotenciário protegido por seguranças e alimentado de informações sobre o movimento estudantil por toda sorte de instrumentos, inclusive de fotos tiradas por teleobjetivas postadas no alto da reitoria para identificar os alunos que se reuniam a trezentos metros dali no teatro de arena, o edifício da reitoria estava naquele instante sob controle pacífico daqueles jovens universitários.
Em 1977 eu cursava o quarto semestre de agronomia, e fazia parte do Centro Acadêmico Agro-Flô, que representava também os alunos de engenharia florestal da UnB. Recém calouro, eu apoiava as lideranças do Centro Acadêmico durante a greve ora pintando faixas, ora convocando e participando de mobilizações da greve que realizávamos em prol da anistia política, da redemocratização do país e de bandeiras difusas pela autonomia universitária, entre elas a escolha do reitor pela comunidade acadêmica. Não tínhamos denúncias concretas contra o reitor José Carlos Azevedo. O protesto era político e nacionalmente articulado. Mas, na universidade, o então reitor simbolizava o regime, e por isso caminhávamos minhocão afora com os bordões de "a greve continua, põe o capitão na rua", e outros tantos até que o campus, inicialmente ocupado por um conjunto de falsos alunos travestidos de hippies fora de moda que a tudo vigiavam e que se calavam à primeira tentativa de conversação, por fim oficialmente ocupado pela polícia. Aos soldados contrapunhamo-nos apenas cantando o Hino Nacional e o Hino da Independência com a bandeira do País à frente dos manifestantes.
Ficou na memória coletiva a imagem do King Kong, alcunha com a qual identificávamos um policial escolhido pelos estudantes para tipificar o padrão da ocupação. A memória distante faz ternos até os momentos mais difíceis pelos quais passamos, onde as polaridades se desvanecem e uma bruma de poesia toma conta.
Perdemos aquela greve, foi a minha impressão à época. O reitor puniu mais de 50 estudantes, alguns deles com a expulsão. O conselho universitário foi convocado para analisar as punições e, para desconsolo dos estudantes e de uma parte dos professores, endossou os feitos da reitoria. Um sem número de estudantes em desencanto ou em fuga da repressão desencadeada não retornou às aulas, eu entre eles. Abandonei o curso e a instituição. Mas, por estranho desígnio, guardo até hoje a minha carteirinha e sempre soube de cor o número da minha matrícula na UnB. Naqueles meus 18 anos eu não aceitava que as punições estivessem endossadas pelo que seria o órgão maior da instituição, não concordava com o progressivo retorno às aulas pela maioria dos alunos, e também não aceitava o discurso parlamentar de nossos interlocutores no Congresso Nacional que nos consolavam afirmando que os objetivos tinham sido alcançados, como se a greve tivesse sido vitoriosa. Tudo era muito intangível para mim, e argumentei que ao invés de continuar o estudo da agronomia eu deveria buscar o conhecimento do comportamento e da alma humana. Fiz vestibular no CEUB, Centro Universitário de Brasília, e me formei em psicologia. Em verdade sem nunca ter encontrado respostas para as perguntas que eu me fazia naquele segundo semestre de 1977.
Foi com este pequeno filme a me passar na cabeça que cheguei ao pé da rampa de acesso à reitoria ocupada pelos estudantes. Eu os observava ora como pai, ora como grevista de 1977. O que aqueles jovens estudantes pediam em 2008 era em muito superior às nossas reivindicações de 1977. Mesmo a simbologia do ato reivindicatório de literalmente ocupar a reitoria, sem violência ou vandalismos superava o nosso protesto peripatético de caminhadas pelo campus, de reuniões em anfiteatros ou de assembléias no teatro de arena em 1977. Sim, é preciso considerar que em 2008 os estudantes puderam contar em seu protesto com as garantias constitucionais do estado de direito que pleiteávamos em 1977. A maioria dos alunos em ocupação da reitoria em 2008 nasceu já com a democracia em consolidação, experimentaram o voto para presidente aos 16 anos, puderam participar de eleições para reitor e da discussão sobre políticas públicas de educação, e que ao lado da anistia política eram nossas bandeiras três décadas atrás. A falta de bandeiras políticas pelas quais os estudantes pudessem se bater foi apontada durante os anos de 1980 à década de 2000 como fator de desmobilização dos movimentos estudantis durantes os anos da democracia, chegando mesmo ao controle de organismos de representação lideranças simplesmente aderentes aos governos de plantão, com reivindicações que não ultrapassavam o chavão de 'mais verbas para a educação', inclusive verbas para sustentar o próprio movimento, e que assim se despersonalizava.
Porém, algo de novo, algo de diferente se passava com aqueles estudantes ali na UnB. Junto à rampa troquei as minhas poucas palavras com as duas alunas que cuidavam do controle de entrada. Meio minuto depois de eu ter perguntado se eu poderia entrar, mesmo sem a carteirinha exigida como salvo-conduto, não sei bem o porquê elas me acreditaram como ex-aluno e colega de 1977, e também como pai de uma aluna de 2008 que estivera com elas em vigília numa das noites de ocupação. Talvez me tenham lido os olhos ou a alma e percebido que a minha missão era de paz. Mesmo com o convite delas optei por não subir. A visita no piso térreo já me tocara por demais.
Uma das alunas ao pé da rampa estudava Física, e a outras Ates Cênicas. Elas não tinham outras reivindicações que não fossem a da busca da correição no exercício da função pública. Não tinham discursos decorados ou estruturas de argumentação ideologicamente padronizadas. Não eram contra e nem a favor do governo, não passava por estes caminhos previamente pavimentados o protesto delas. A razão do protesto viera da indignação dos estudantes e de suas famílias, a razão estava na busca por uma ética que elas consideravam possível e adequada, ainda que a muitos parecesse perdida ou ultrapassada. De saída, perguntei a elas o motivo de terem escolhido os cursos que faziam. Não me vejo fazendo outra coisa na vida, respondeu uma de nome Maritza. Com esta frase a me ecoar caminhei de volta ao estacionamento, meio que chorando e rindo baixinho, de orgulho daquela meninada.
No domingo, 13 de abril, a notícia de que o reitor da UnB havia renunciado ao cargo, assim como o vice-reitor o fizera no dia anterior. Eu fiz as contas e percebi que em apenas dez dias um grupo inicial de 150 alunos derrubara a reitoria de uma das mais importantes universidades brasileiras. Não quebraram um único vidro. Não viraram ou incendiaram carros. Nem mesmo palavras de ordem que pudessem contagiar multidões em passeatas eles as tinham nas faixas de papel que grudavam com fita crepe nas paredes. Eles pediam e diziam simples e radicalmente ética. E venceram. Por impensado que pareça.
De certa forma, talvez para o meu conforto na busca das respostas que desde há muito eu procuro, fiquei com a impressão de que 2008 foi o ano em que 1977 terminou.
Meninos e meninas deste feito, muito obrigado.
João Vianney.
Ex-aluno da UnB. Matrícula 76/02251
terça-feira, 22 de abril de 2008
Primeira reunião do Fórum Permanente de Mobilização
A ocupação terminou, mas a luta continua. Com a destituição da gestão do Reitor Timothy Mulholand, vencemos apenas a primera etapa. Agora começa a segunda fase, talvez até mesmo a mais difícil: criar as condições para construir uma nova UnB.
O carro-chefe desta fase é conquistar a paridade, tanto nas eleições para Reitor quanto no Congresso Estatuinte. Será um trabalho de formiguinha, precisaremos que os estudantes estejam mais unidos do que nunca, e que os coletivos organizados(DCE, CAs, AMCEU e demais entidades) atuem em uníssono.
O calendário oficial das primeiras atividades do fórum estão postadas ao lado. Participe, informe-se e atue. A UnB merece a sua participação! Você merece uma nova UnB!
Indicativo de Assembléia Geral com os três Segmentos da UnB
sábado, 19 de abril de 2008
Valeu!!!!

quinta-feira, 17 de abril de 2008
OCUPAÇÃO DA UNB – CLIPPING 17 DE ABRIL DE 2008
- A pauta principal é a desocupação. Mas curiosamente os veículos não dão destaque ao fato da realização da assembléia hoje.
- Ela é tratada tanto na posição no desmentido do novo reitor sobre um acordo que teria sido firmado com os estudantes para retirada em até 48h.
- Também é colocada na divisão que existe entre os estudantes. É dado maior espaço para as posições pró-desocupação.
- Com isso, a pauta da paridade e do Congresso foi relegada e sequer as definições do Consuni de terça são abordadas.
Informações relevantes:
- O TCU reteve R$ 30 milhões que seriam repassados à UnB como investimentos decorrentes do acordo do Reuni.
- Os técnicos-administrativos tiraram deliberação pela paralisação da universidade no dia da próxima reunião do Consuni.
Discurso da ocupação
- Os veículos mostram um discurso dividido entre os defensores da desocupação hoje e aqueles que propõem alongar o movimento na reitoria
Assembléia dos Estudantes decide pela desocupação da reitoria
Os estudantes decidiram desocupar a Reitoria após quinze dias de movimento. Eles deixarão o prédio hoje, dia 18 de abril, às 12h. A decisão foi tomada na tarde de quinta-feira durante assembléia geral no térreo do edifício. Cerca de 500 alunos participaram da reunião. A desocupação não será imediata porque os estudantes estão passando a noite fazendo uma limpeza geral, para entregar o espaço em ordem.
O Movimento fez um calendário de atividades
18/04 (sexta-feira): Happy hour às 18h, em frente ao DCE
22/04 (terça-feira): Reunião do Fórum Permanente de Mobilização às 12h, na Reitoria.
23/04 (quarta-feira): Assembléia de professores, alunos e servidores.
De 23/04 a 29/04: Semana de intervenções e ampliação da participação dos estudantes nos colegiados da UnB para discussões da paridade nas faculdades e institutos.
28/04 (segunda-feira): Debate sobre paridade (ainda sem horário e local definidos)
29/04 (terça-feira): Debate sobre Reuni (ainda sem horário e local definidos) e paralisação com passeata em direção ao Conselho Universitário (Consuni)
30/04 (quarta-feira): Debate sobre Fundações (ainda sem horário e local definidos)
PS. A Assembleia da ADUnB aprovou a Paridade.
Dossiê Fundações
E antes que vocês perguntem: sim, existiu um Dossiê Fundações 1...
USP
- Tímido, TAC desatende até a Reitoria. E ignora o conflito de interesses
- Comissão avaliará convênios entre USP e fundações, revela Vice-Reitor
- Diretoria da Fusp recebeu R$ 1 milhão de 2002 a 2004, revela auditoria externa
- De "apoiadora" da USP a "melhor escola de negócios", FIA é um case de sucesso
- FIA ganha contrato de R$ 12 milhões, sem licitação, para "fiscalizar" Pan-07
- Em sete anos, FIA arrecadou R$ 413 milhões. Ou, em valores atualizados monetariamente, R$ 615 milhões
- Sem licitação, Alesp contrata Fipe e dois ex-secretários de SP por R$ 779 mil
- Cert não controla atividade externa dos professores ligados às fundações
- À beira do colapso, Fundação Zerbini divide-se em duas
- Cisão da FZ e novo estatuto superam disputas internas
- Serra salva a fundação com dinheiro público
Assembléia Geral dos Estudantes Quinta-Feira, 17 de abril
QUINTA-FEIRA, 17 DE ABRIL, AS 12hs NA REITORIA
O movimento de ocupação dos estudantes optou por adiar a decisão sobre a desocupação ou não do prédio da Reitoria. A decisão foi tomada em assembléia realizada, a partir das 12h de quarta-feira, dia 16, no térreo da Reitoria.
O tema será abordado em um novo encontro agendado para quinta, dia 17, no mesmo horário e local. Foram 124 votos favoráveis à suspensão da pauta contra 107 que queriam deliberar sobre o assunto e dez abstenções.
As reivindicações do Movimento de Ocupação trabalham em duas frentes: uma pela queda da gestão autoritária e corrupta que estava instalada, e outra pela redemocratizacao da Universidade. A primeira está sendo conquistada. A segunda, que contempla as outras 17 pautas do movimento, é encabeçada pela luta da paridade, já que só é possível se discutir democracia democraticamente. Mais detalhes na postagem abaixo.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Moção de Apoio do Coletivo Marxista - CA Pedagogia UFRJ
A resistência organizada pelos estudantes na quinta-feira 3 de abril potencializa os avanços para a conquista de vitórias concretas. Às vésperas dos 40 anos de maio de 1968, é preciso identificarmos a importância de uma análise concreta da realidade ao nosso redor, onde vivenciamos um momento de reorganização das lutas após a ascensão de Lula/PT e a degeneração dos antigos instrumentos de luta como a UNE e a CUT.
Apoiamos a pauta de reivindicações dos estudantes, ratificando a importância de se discutir os rumos das Universidades Federais, sendo contrários à Reforma Universitária em curso e o REUNI, mudanças que legalizam inclusive a possibilidade da corrupção descoberta, já que o Governo Federal implementou o Decreto das Fundações.
As renúcias do Reitor e do Vice-Reitor já são reconhecidas vitórias, mas não podemos nos dar por satisfeitos nesse momento em que a comunidade acadêmica e a opinião pública se colocam favoravelmente às atividades de resistência. É possível avançar ainda mais através das lutas, onde demonstramos a possibilidade de mudar as vidas.
Todo nosso apoio à Ocupação da UnB, contra as Fundações 'de apoio' e o REUNI.
COLETIVO MARXISTA
Gabriel Marques
Professor Ed. Física CAp-UFRJ
CA de Pedagogia UFRJ - Gestão Além do que se vê
Coletivo Marxista coletivomarxista@yahoo.com.br
Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa
A paridade em 2 minutos
Cinco Perguntas Para Entender a paridade
1 - O que é paridade?
É um processo de decisão que garante aos três segmentos, no caso, estudantes, professores e funcionários o direito ao voto igualitário.
Cada categoria passa a deter um terço (33%) do poder de voto nas instâncias deliberativas, ao contrário da forma atual, configurada numa relação percentual de 70/15/15 - professores, estudantes e funcionários, respectivamente.
Instituir a democracia, bem como o senso de responsabilidade, controle público e interesse dos três segmentos.
Sim! Inclusive a própria UnB já funcionou dessa maneira em diversos momentos de sua história. Atualmente cerca de 20 universidades são paritárias, entre elas UFRJ, UFF, UFSC, UFMT, UFV, UFU, UFES, UFPI e UFS. Vale ressaltar que o fim da paridade na UnB ocorreu quando entrou a gestão Lauro-Timothy.
Não! O próprio Ministro da Educação esclarece que acata todo processo de escolha deliberado, qualquer que seja sua natureza, garantindo assim a autonomia universitária.
Mitos sobre a paridade
Alguns dos argumentos utilizados contra a paridade são que os estudantes passam pouco tempo na Universidade em relação aos outros segmentos, e que, por estarem em um período de formação, não têm dedicação nem capacidade de discernimento suficientes para tomar decisões.
Os servidores técnico-administrativos, por sua vez, estariam ligados a tarefas meramente administrativas/burocráticas, não cabendo-lhes decidir sobre as atividades da Universidade: ensino, pesquisa e extensão. Aos docentes caberia ter esmagador peso sobre a decisão das mesmas e sobre a Universidade.
Iremos agora quebrar essa lógica excludente e pretenciosa a partir dos diferentes pontos de vista:
A paridade é boa...
Para o estudante:
Porque a Universidade forma lideranças e não cabe subestimar o potencial de decisão dos/das que aqui estudam. Argumento semelhante valeria para que jovens de 16 anos não votassem pra presidente;
Porque estudantes também são diretamente interessados no ensino, e sua opinião deve ser sempre levada em conta;
Porque o período que se passa na universidade é determinante para a consolidação de valores para a vida inteira, então a prática constante de decidir é fundamental para o desenvolvimento de valores participativos. A Universidade também é nossa e não podemos ser rebaixados.
Para os funcionários técnico-administrativos:
Porque diminui, na prática, o preconceito de classe e de subestimacção da inteligência que este segmento sofre constantemente na Universidade;
Porque funcionários conhecem profundamente o funcionamento da UnB e podem, a partir de suas vivências e reflexões, somar sua perspectiva à dos outros segmentos para contribuir com o desenvolvimento da Universidade. Vale lembrar que funcionários estão na Universidade hà tanto tempo quanto os docentes.
Para o corpo docente:
Ampliar a participação é valorizar o pensamento diverso e fortalecer a comunidade universitária. Quando se abre espaço paritário nas discussões universitárias, as diferentes posicões enriquecem o debate qualitativa e quantitativamente, devido, como dito anteriormente, às diferentes perspectivas colocadas, uma vez que, com a participacao de todos os setores, garante-se o controle social do bem público.
Você tem a oportunidade de participar deste importante momento de construção de uma nova relação na universidade. Concordando ou discordando, mas, sobretudo, discutindo.
Novo Reitor assina termo de compromisso com movimento de ocupacao
Os estudantes apresentaram suas pautas e as recentes deliberações das Assembléias Gerais com o intuito de deixar o reitor a par das nossas reivindicações. Como resultado, o reitor se comprometeu com os seguintes pontos:
- Manter os acordos assumidos pela administração anterior;
- Seguir as deliberações do CONSUNI;
- Tirar um calendário de audiências públicas para debater paridade nos institutos e faculdades;
- Abrir as contas das fundações e da gestão anterior;
- Não ocorrerá nenhuma medida judicial contra qualquer ocupante, seja ele professor, servidor ou professor;
- Retirar a ordem de reintegração de posse e, consequentemente, a multa sobre o DCE;
- Não haverá nenhum processo administrativo contra os ocupantes;
- Realizar debates públicos sobre o REUNI;
- Analisar juridicamente o Conselho Diretor da FUB e pensar a sua reestruturação;
- Convocar eleições diretas e paritárias;
- Defender a paridade, ressaltando que a deliberação final cabe ao CONSUNI;
- Defender o Congresso Estatuinte Paritário;
- Distribuir os artigos de luxo do apartamento do reitor pela universidade. O que não tiver utilidade poderá ser leiloado;
- Rever os apartamentos da UnB e a sua rentabilidade para a Universidade;
- Rever a questão dos empregados terceirizados e os contratados temporários, para acabar com os casos de desrespeito às leis trabalhistas;
- Lutar junto ao MEC/MPOG pela realização de concursos públicos para professores e servidores;
- Pensar na reestruturação das Bolsas-permanência, transformando-as em bolsas de pesquisa e extensão e ver a viabilidade do aumento da quantidade e do valor, esse último com o intuito de alcançar o valor do salário mínimo;
- Priorizar os estágios da FUB para os estudantes da UnB e garantir a isonomia nos direitos em relação aos estagiários de fora da universidade;
- Manter os 20% de aumento do número de bolsas-permanência;
- Havendo disponibilidade de recursos, viabilizar a biblioteca do campus planaltina ainda em 2008 e o RU em 2009;
- Estreitar o diálogo com a AMCEU (Associação dos Moradores da Casa do Estudante), marcando uma reunião no prazo de uma semana a contar da desocupação da reitoria;
- Avaliar, com urgência, as pendências emergenciais da Casa do Estudante;
- Estudar a viabilidade da criação do projeto que ligará a Casa do Estudante à rodoviária com freqüência nos horários e do projeto que integrará os campi da UnB;
- Apoiar a luta pelo passe-livre estudantil e atuar junto ao Governo do Distrito Federal pela sua implementação;
- Ver a viabilidade de adiantar a construção dos novos prédios dos campi Ceilândia, Gama e, prioritariamente, Planaltina;
- Reformar a melhoria das instalações físicas dos campi da UnB, garantindo a acessibilidade;
- Apóia a constituição de uma comissão estudantil para negociar e dialogar com a reitoria pro tempore;
- Garantir que a política da SECOM (Secretaria de Comunicação Social da UnB) seja voltada para a universidade, concedendo espaço a toda comunidade acadêmica e, em especial, às demandas estudantis.

Ocupe, Reflita e Resista
Estudantes do futuro
que querem fazer da Universidade Brasileira um lugar seguro
seja você um porta bandeira
ou seja só em suas próprias idéias
Perceba, localize na história
similaridade ao que aqui acontece
Símbolos foram derrubados pela construção coletiva no cotidiano
e se o mal do qual a universidade padece hoje é quem cai
e a comunidade decide quem entra e quem sai,
é por causa da açâo direta de quem ocupa
Num lugar onde a voz do indivíduo é ouvida
e o poder é horizontal
num ponto de observação crucial
Muitos ainda aprendem a caminhar
bandeiras se calam para ouvir, sem deixar de balançar
é sua oportunidade amigo, é a sua vez irmão
de construir o universo do País
com a força da sua mão,
as loucuras da sa cabeça,
o fogo do seu coração.
Veja à sua frente a oportunidade de presentear o seu país
com uma nova Universidade
O seu futuro e o de seus filhos são palpáveis agora
Pra quem não acreditava que a hora haveria, esta é a hora
Ter paridade e flexibilidade são nossa responsabilidade
Ocupe todas as salas com o debate
Ocupe departamentos e faculdades com seus desejos
Ocupe as mentes de colegas, professores, alunos e servidores,
Venha construir, não se omita
Ocupe e reflita, ocupe e resista.
David Ramos
e-mail: mel_txt@yahoo.com.br
Opinião do Comitê UnB Livre
(fonte: unblivre.blogspot.com) Que diferença de estilo e de pensamentos em relação ao ex-reitor!
O reitor nomeado pro tempore pelo MEC foi dialogar nesta quarta-feira com os alunos que ocupam a reitoria. O diálogo não foi acompanhado pela imprensa mas os relatos indicam uma capacidade de negociação e compreensão digna dos homens essencialmente democráticos. Sentou em uma mesa comum, não exigiu a saída dos alunos e prometeu manter uma série de reivindicações dos alunos na pauta da reestruturação da UnB, durante a protemporiedade.
Quanta diferença!
O Comitê UnB Livre manifesta as boas vindas e acredita que as ações a partir de agora serão pautadas pelo diálogo franco, ético e despreendido de ambições mesquinhas.
Moção de Apoio CAGEO-UniCEUB
O aparente comodismo e a ausência de manifestações, e tão pouco reindivicações de direito, transformaram a sociedade brasileira em palco de repetidas corrupções, autoritarismo e desvios de verbas públicas em todas as instâncias do governo, fatos que propiciam a impunidade e a criminalidade.
Os alunos da rede privada, reconhecem que a universidade pública é um espaço de livre acesso ao conhecimento e à utilização de seus recursos (biblioteca, laboratórios ou projetos de extensão), os quais contribuem para inserção social e o desenvolvimento da ciência. E é por isso e, por estar de acordo com todos os itens da Pauta, nós estudantes parabenizamos o esforço e a coragem empregados nesta luta, que é de todos.
CAGEO/UniCEUB – Odette Roncador
Assembléias de curso
Início da assembléia da Biologia, fugindo do sol escaldante
. . .
e muitas outras assembléias.... enviem-nos as suas fotos!!
ocupacaounb@gmail.com
Inúmeras assembléias e reuniões de cursos foram realizadas na UnB para discutir os rumos da universidade e apoiar a ocupação, lançando moções de apoio
Os estudantes hoje mostram a que vieram
Há alguns anos não víamos mobilizações tão intensas e politizadas no campus da universidade de Brasilia. Uma pauta que organizou muitos estudantes e trouxe grande unidade mesmo entre os que têm posições diferentes, tomou conta das paredes e dos jornais da cidade e do país, certamente merece ser olhada com atenção.
O projeto original da UnB foi abortado pelo golpe militar de 64. A universidade que deveria abrigar a diversidade de pensamento, de orientações ideológicas e assim pensar um projeto para o país foi transformada em uma simples autarquia administrada pela Marinha durante alguns anos. Uma instituição do conhecimento voltada para as questões concretas do povo, preocupada em responder aos problemas cotidianos, a serviço da nação. Essa instituição foi enterrada. Primeiro pela Ditadura Militar com sua intervenção autoritária e as seguidas invasões do campus e desde então, a UnB que Darcy sonhou, é enterrada todos os dias. Agora não mais pela ditadura do fuzil que prendia, expulsava e torturava mas pela ditadura do mercado que submete tudo a lógica do lucro, que negocia o preço e vende o saber que se pretendia de todos.
Nos últimos anos a Universidade de Brasília foi transformada em uma grife, com valor de mercado e que gera lucro para serem usados de forma privada, em jantares, reformas, presentes. As denúncias em torno da reitoria explicitam a lógica privada que tem sido mantida durante anos pela administração.
O que alguns achavam ser um clichê quando dizíamos que a universidade pública seria privatizada tornou-se realidade, a UnB foi, e continua sendo privatizada toda vez que seus recursos e patrimônio não são usados de forma pública, toda vez que estão a serviço de algum interesse privado, seja do reitor ou de outra pessoa.
A crise que tomou conta da universidade é antes de tudo uma crise da falta de democracia. A democracia é a prática da participação no espaço publico, é espaço de todos, da liberdade. Toda vez que algo que, por definição deveria ser gerido no universo público, é trazido para o privado isso deixa de ser democrático. Uma gestão, como as que temos visto, que tem suas decisões tomadas na presença poucos entre 4 paredes não é democrática e conseqüentemente não é publica.
A luta dos dias de hoje é em defesa de Unb que tem sido atacada, não pela mídia como alguns tentam dizer, mas sim pela atual administração. Defender a UnB pública significa defender a democracia na sua gestão. Durante a campanha pelas Diretas Já o slogan usado era O Brasil quer votar, muitos anos depois ainda é necessário que digamos Os estudantes querem votar. A reivindicação é por poder sim. Vamos juntos conjugar esse verbo, Eu posso.. , Tu podes ..., Nós podemos os estudantes podem participar, podem votar,PODEM decidir.
Os estudantes mais uma vez mostram a que vieram. Vieram lembrar a todos do que a UnB é feita. Lembram que é feita do livre pensamento dos que estão convictos de que apenas mentes libertas podem enfrentar a opressão. É feita também do suor dos trabalhadores que construíram e ainda constroem o dia a dia do campus. Mais do que isso, nossa universidade não seria o que é sem o sangue e a luta daqueles que acreditam na participação, que acreditam na UnB viva, sempre viva.
A UnB não pertence a esse ou ao próximo Reitor. A Unb é nossa, é de todos os estudantes. A universidade é de todos, é pública.
Viva a luta dos estudantes!
Viva e universidade de Brasilia!
Boa luta para todos nós!
Por Sarah de Roure, ex coordenadora geral do DCE Unb nas gestões 2002-2003 e 2003-2004 e ex diretora da UNE 2005-2007 .
Programação Cultural dia 16 abril
Moção de Apoio Universidad Nacional del Callao (Lima - Perú)
Por medio de los compañeros del movimiento Vamos à Luta hacemos llegar a todo el estudiantado brasileño nuestro apoyo y solidaridad para con su justa lucha que estamos seguros generará e impulsará una consciencia clasista y solidaria en todos los jóvenes estudiantes de nuestro continente. Saludos socialistas.
·Jorge Corzo (Secretario General del Centro Federado y Consejero Universitario por la Facultad de Ciencias Económicas)
·Eduardo León (Secretario de Investigación y Proyección y extensión del Centro Federado de Economía)
·Héctor Sedano (Sub-secretario General del Centro Federado de Economía)
·Christian Muñoz (Secretario de Asuntos Académicos del Centro Federado de Economía)
·Jacqueline Cárdenas (Secretaria de Economía del Centro Federado de Economía)
·Erick Rodríguez (Secretario de Cultura, Deporte y Derechos Humanos del Centro Federado de Economía)
·Enrique Chávez (Consejero de la Facultad de Ciencias Económicas)
·Roy Muñoz Consejero de la Facultad de Ciencias Económicas)
·Juan Oyarce (Consejero Universitario por la Facultad de Ingeniería Industrial y Sistemas)
· Cesar Avila (Consejero Universitario por la Facultad de Ingeniería Mecánica y Energía)
· Katherine Fuster (Asambleísta Universitaria por la Facultad de Ciencias Contables)
·Delia Encinas (Asambleísta Universitaria por la Facultad de Ciencias Económicas)
·Maribel Arce (Asambleísta Universitaria por la Facultad de Ciencias Económicas)
·Pilar Bravo (Asambleísta Universitaria por la Facultad de Ciencias Económicas)
·Liz Solórzano (Asambleísta Universitaria por la Facultad de Ciencias de la Salud)
·Carlos Ching (Asambleísta Universitario por la Facultad de Ciencias Naturales y Matemática)
POR LA DEFENSA DE LA EDUCACIÓN Y LA UNIVERSIDAD PÚBLICA
FUERA LAS AUTORIDADES CORRUPTAS
ABAJO LAS POLÍTICAS NEOLIBERALES
VIVA LA LUCHA DEL MOVIMIENTO ESTUDIANTIL BRASILEÑO
UNÍOS – PERÚ
www.unios.tk
Unidad Internacional de los Trabajadores – Cuarta Internacional
www.uit-ci.org
Moção de Apoio DCEMP - Nova Friburgo
A tomada da Reitoria da UnB e as conquistas de seus estudantes provam que a chama da militância estudantil permanece acesa.
O DCEMP, através de suas coordenações, reitera seu apoio ao movimento e coloca-se ao lado dos estudantes para a luta.
Sorte!
Moção de Apoio CA XI de Fevereiro - UFSC
Moção 001/2008
Se Darcy Ribeiro – idealizador da UnB como a materialização da universidade necessária – não pôde lograr êxito em seu projeto; agora, na rebeldia de seus estudantes, a esperança por uma outra universidade (aquela que necessitamos) renova-se: a busca pela superação da condição de subdesenvolvimento, dependência e desigualdade que assola a Nação passa inevitavelmente através da utilização plena do potencial de nossas universidades.
Dessa forma, a diretoria do Centro Acadêmico XI de Fevereiro da Universidade Federal de Santa Catarina vem a público manifestar seu total apoio à ocupação da reitoria, em sua luta pela moralização da Universidade de Brasília e construção da Universidade Necessária, tal qual sonhou o grande Darcy Ribeiro.
Moção de Apoio do CAZÉ - CINETVPR
Felizmente na UNB, o movimento estudantil tem se mostrado combativo e em um ato de desobediência civil dá ao país uma lição de democracia ao se mobilizarem para ocupar a Reitoria da Universidade Nacional de Brasília. O que era tachado pela mídia e pelos reacionários como uma baderna, foi desmentido com o crescimento do apoio da sociedade a ocupação e, com a Renúncia do Reitor e do Vice-Reitor.
Em vista desses acontecimentos, manifestamos o nosso apoio e solidariedade aos estudantes da UNB e que os ecos de suas palavras ressoem nas futuras ocupações que ainda estão por vir.
Viva o movimento estudantil combativo!
Viva os/as estudantes da UNB!
Curitiba, 16 de abril de 2008.
CAZÉ – Centro Acadêmico Zé do Caixão
Moção de Apoio SINTUFEPE/UFRPE
A dança das verbas públicas;
Desviadas nas fundações de apoio;
Contaminam pesquisas e extensões;
Das diretrizes e objetivos maquiados;
No embelezamento das coberturas, mansões;
Das festas noturnas contrariadas;
Com dinheiro sujo da cultura;
Dos "Ali-babás" da educação pública;
As investigações não podem parar;
A devolução é retroativa obscura;
Do dinheiro roubado aplaudido;
Por falsos ciêntistas reitores;
Eleitos em processos duvidosos;
Esse vírus permanece ativo;
No seio das comunidades universitárias;
Eleições são manipuladas;
Nos 70 - 15 - 15;
É a mágica da fada malvada;
Cinderelas do castelo estudado;
Nos bolsos encontram-se roedores;
Livres da varinha de condão;
Para não caírem nas prisões;
Conseguem sensibilizar na televisão;
Os malefícios sociais são esquecidos;
Marginalidade e miséria não são vistos;
A liberdade de todos é complicada;
Aos estudantes da UNB;
Também estamos nesta empleitada!
Saudações Sindicais!
Luiz Carlos
Sintufepe, 15 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Moção de Apoio do Klaus – Grupo Universitário pela Promoção da Cidadania LGBTTT
Diante da situação de utilização indevida de recursos públicos em prejuízo do fomento à pesquisa e do investimento na estrutura universitária, da desigualdade estabelecida onde o voto dos estudantes é desvalorizado nas instâncias deliberativas da universidade, tendo peso menor nas decisões, e em face da precarização crônica que se avulta sobre as universidades públicas, os estudantes mostraram um protagonismo exemplar, fruto da indignação, da revolta e da ativa consciência política, na reivindicação por uma universidade justa e que atenda às suas finalidades.
Os estudantes mostraram por meio da mobilização política que é inadmissível, no atual estágio de desenvolvimento da democracia na qual vivemos, que não haja transparência e sobretudo probidade na gestão da coisa pública. O Klaus repudia o uso do dinheiro público para fins privados e para o favorecimento dos detentores do poder e execra também a gestão universitária e as políticas educacionais com fins políticos e que não priorizem a educação. Dessa forma, apoiamos o Movimento Estudantil por sua exitosa ação pelo afastamento do reitor, do vice-reitor e de toda administração que serve de apoio a essa gestão irresponsável.
Os membros do Klaus também parabenizam e saúdam o movimento organizado de estudantes por sua iniciativa corajosa e por sua resistência que resultaram, dentre outros direitos, na conquista do voto paritário do corpo discente. Nós do Klaus mostramo-nos solícitos a juntar mãos com nossos companheiros estudantes e unir forças em prol do Movimento Estudantil, da educação superior, de uma sociedade mais justa e contra a corrupção.
Klaus – Grupo Universitário pela Promoção da Cidadania LGBTTT
Brasília, 15 de abril de 2008.
HABEMUS PAPAM !!
Consuni acontecendo agora (2)
Perfil traçado pela SECOM:
A secretaria de Segurança Pública não é o primeiro cargo político ocupado por este paulista de São Vicente, nascido em 1940. Em 1996, foi consultor jurídico do governo Cristovam Buarque nos primeiros seis meses de gestão, assumindo logo depois a Secretaria de Segurança Pública, onde ficou até o fim de 1999. É co-autor do Plano Nacional de Segurança Pública do candidato Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República.
Aguiar tem 42 obras publicadas sobre segurança e direito. Participou da criação da Universidade Estadual do Pará e da Universidade Metodista de Piracicaba. Também contribuiu na primeira experiência brasileira de universidade popular no estado do Pará.
Aqui o Lattes do Seu Aguiar: http://lattes.cnpq.br/071475877PS. Tá rolando aqui uma discussão sobre Reforma Agraria, promovida pelo EIVi (Estágio Interdisciplinar de Vivência), até umas 20 horas. Quem quiser participar e so aparecer aqui no piso do Gabinete da Ocupacão!
Ocupação no FALA QUE EU TE ESCUTO
Muitas vezes esses programas debatem drogas, famílias instáveis e crimes. Na madrugada de segunda-feira, 14 de abril, um desses programas, o FALA QUE EU TE ESCUTO, debateu ocupação estudantil aparentemente incentivado pela ocupação da reitoria da UnB.
Por coincidência, alguns ocupados desocupados que estavam vendo televisão debaixo da Reitoria se surpreenderam ao ver essa discussão. A galera se divertiu vendo uma série de opiniões de ouvintes sobre a ocupação. Dentre manifestações contrárias e manifestações favoráveis, houve duas intervenções dos próprios ocupantes que ligaram para lá e, inclusive, pronunciaram palavras de ordens e cantos do movimento de ocupação que foram pro ar ao vivo no programa.
Pesquisa de opinião sobre Ocupação na Universidade
Metodologia:
Foram interpeladas 180 pessoas, divididas em 9 grupos distribuídos por localidade na universidade. A pergunta foi simplesmente se as pessoas eram favoráveis ou contrárias à ocupação da Reitoria. A pesquisa foi aplicada na terça-feira, dia 14 de abril, à noite.
Resultado:


Moção de Apoio do Movimento Marxista-Nintendista
A mobilização contra o burocrata Timothy Mulholland se soma às lutas estudantis que se espalham como um levante por todo o Brasil desde pelo menos a ocupação da reitoria da USP em maio de 2007, mas se destaca destas por colocar como princípio aberto, desde sua origem, a questão do poder da burocracia universitária.
O conflito entre burocracia e as massas estudantis se coloca de formas diversas nas diversas universidades: luta pelos espaços estudantis, como na FFLCH-USP, onde o diretor da unidade Gabriel Cohn bloqueia o uso dos espaços estudantis para impor sua reforma arbitrária, ou na FAU-USP, onde o diretor Silvio Sawaya pretende preencher os espaços libertários pensados por Vilanova Artigas com lojinhas; luta contra os projetos mais imediatos impostos pela burocracia, como o Redesenho Institucional contra o qual se embatem os estudantes da PUC-SP, ou a completa destruição de todos os cursos da Fundação Santo André colocada pelo reitor Odair Bermelho.
É neste sentido que se dá a luta dos companheiros de Brasília: as Fundações Privadas que tomam a UnB (como também a USP e outras públicas), a cujos interesses o reitor Timothy Mulholland se liga intimamente, colocam-se concretamente como um projeto para a universidade, um projeto de apropriação privada de um espaço que já foi criador e libertário.
É contra este projeto de destruição que se embatem todos os estudantes do país em cada luta por espaços, por um direito inexistente de se posicionarem nos redesenhos e reformas curriculares, contra a crescente repressão policial dentro dos muros dos campi. Contra o não-projeto dos velhos burocratas que engessam qualquer tentativa de tornar a universidade viva, a luta dos estudantes também se coloca como um projeto. Projeto que, em essência, é o mesmo que, há quarenta anos, colocavam os estudantes desta mesma Universidade de Brasília quando, em meio às nuvens de gás e pólvora dos militares que interrompiam as aulas, decretaram-na Território Livre.
E como o não-projeto dos burocratas não se limita a esta ou àquela universidade, também o projeto dos estudantes só pode vencer quando se mostrar como geral, como única perspectiva da juventude diante da falência da velha estrutura – quando todos os estudantes, em conjunto, decretarem a nova universidade, a universidade de uma nova vida. É por essa vitória que se posicionam todos os marxistas-nintendistas.
MOVIMENTO MARXISTA-NINTENDISTA
Diretório de São Paulo-SP
http://autogestao.blogspot.com
Consuni acontecendo agora
Enquanto isso, leia este texto sobre a okupa, a esfera pública midiática e a história.
Engels Spirits na Okupa!!!!
Compareça!!!!
Cordel do Novo Movimento Estudantil
Moção de Apoio dos alunos da Pós-Graduação do Instituto de Ciências Sociais
- apoiar a decisão da Assembléia Geral dos Estudantes da UnB de continuar a ocupação da Reitoria até a garantia de eleições paritárias para as eleições em caráter extraordinário para o próximo reitor e o estabelecimento de um Congresso Estatuinte paritário;
- exigir a retirada e a não abertura de qualquer processo administrativo, jurídico e multas contra os estudantes e suas entidades representativas por ações vinculadas ao movimento de ocupação da Reitoria.
Documento elaborado pelos pós-graduandos dos Departamentos de Antropologia, Sociologia e CEPPAC
OCUPAÇÃO DA UNB – CLIPPING 15 DE ABRIL DE 2008
Comentários gerais
- Sobre o reitor pró-tempore, são listados os nomes ventilados mas com pouca especulação sobre aquele com mais chances.
- Em relação à ocupação, é perceptível o tom mais crítico dos veículos à decisão de manter o movimento pela pauta da paridade (o congresso estatuinte mal é mencionado). Tanto é que alguns jornais dão voz a opiniões desfavoráveis dos professores, entre elas do próprio ministro da educação, e voltam a pegar estudantes contrários à mobilização para mostrar um suposto “dissenso” entre os estudantes.
- O MEC editou portaria contendo novas regras para apertar a fiscalização às fundações. Entre elas está a exigência para que o dinheiro repassado pelas fundações seja incorporado ao orçamento das instituições de ensino, sendo regido, assim, pela legislação da administração pública. Além disso o estatuto das fundações terá de ser aprovado pelos conselhos superiores das universidades.
- A TV Brasil noticia que diversas universidades estão respondendo ao chamado para um dia nacional de lutas na quinta.
- Fernando Haddad - “O movimento dos estudantes é legítimo, conseguiu apoio social para atender suas reivindicações, mas há um limite. O risco dos estudantes é transformar uma bela vitória numa derrota”.
- Luiz Gonzaga Motta “As imposições dos estudantes podem colocar por terra todas as conquistas que o movimento estudantil conseguiu até agora”, analisa. “Os estudantes conseguiram derrubar um reitor, um vice-reitor e conquistaram o apoio da comunidade e da cidade. Mas insistir na ocupação e condicioná-la à paridade é colocar uma faca nas costas dos professores. Não é uma medida sensata”.
VEÍCULOS
Correio - Até então com razoável simpatia ao movimento, já querem pintar a perda de apoio do movimento. Continuam dando investigações do MP sobre a Finatec agora em 9 estados.
Folha, Globo e JB - Todos fazem um resumo do tema colocando a problemática do nome do reitor e da polêmica sobre a paridade.
Segunda à noite: Okupação continua....
segunda-feira, 14 de abril de 2008
UNBTV anuncia a transmissão do CONSUNI
Mas esta cortando toda hora e no site esta informado que pode ter atraso de ate 15 minutos.
Enfim, fica a mensagem. e entendam este delay como quiserem...
Mas se estiver caindo demais , clique aqui na Radio Ocupacao...
...E A OKUPA CONTINUA!!!!
Neste momento os estudantes estão se dirigindo ao auditorio Dois Candangos, na Faculdade de Educação, onde desde as 15 horas esta ocorrendo o supracitado Consuni.
A ocupação segue com sua programação, com aulas na reitoria, oficinas e grupos de estudos. A água e a luz foram novamente religadas, colocando a Rádio 5 Mil por Hora no ar, e postando neste blog regularmente.
Falando nisso, dentro de instantes mais info aqui. Enquanto isso, vai lendo o texto "Falando em política especial - ocupação da reitoria UnB" lá embaixo e fica pensando no seguinte: para que os professores precisam se reunir numa sala na FT longe dos estudantes?
Falando em Política Especial: Ocupação da Reitoria da UnB – Abril de 2008
Nota introdutória
No dia 3 de abril, quinta-feira, estudantes da UnB ocuparam a reitoria da universidade com 18 reivindicações. Eles pediam a saída do reitor e vice, e ainda pedem mudança do estatuto da instituição e eleições paritárias. A ocupação dura mais de uma semana e conseguiu a renúncia do reitor e vice-reitor da UnB (Timothy Mulholland e Edgar Mamiya). A Justiça estabeleceu multa de R$ 5 mil por hora ao Diretório Central dos Estudantes – DCE no dia 4 de abril, caso os manifestantes não desocupassem o prédio. O valor já chegou a um milhão e a rádioweb do movimento recebeu o nome de Rádio R$ 5 mil por hora em referência à multa.
Observando e vivenciando a ocupação da reitoria da UnB, decidimos reunir pessoas que passaram pela apuração e redação do Falando em Política para publicar uma edição especial sobre a mobilização na UnB. A ocupação chama atenção pela dimensão assumida, conseguindo convocar assembléias com mais de mil estudantes. Porém, o grande destaque é para o surgimento, entre os estudantes, de um movimento autônomo, horizontal e extremamente criativo. A mobilização é uma mistura de formas tradicionais de organização do movimento estudantil (assembléias e paralisações) e de novos movimentos sociais (manifestações culturais e produção audiovisual).
Ao subir a rampa da reitoria, há um cartaz acima de duas barracas: Zona Autônoma Temporária. Será esta uma boa definição para explicar o que está acontecendo na ocupação? A Zona Autônoma Temporária - ZAT tem caráter efêmero e desaparece ou se re-significa antes do Estado poder reprimi-la. Para caracterizar toda a ocupação como uma ZAT, ela deveria ter desaparecido há partir do momento em que foi definida (movimento de estudantes pela saída do reitor e novo estatuto da UnB). Contudo, diversas ZAT's podem estar acontecendo dentro da ocupação.
Aparentemente, existem dois espaços no ambiente. De um lado, há a preocupação estratégica de conquista das reivindicações propostas pelo movimento, construídas por meio de assembléias e deliberações conjuntas. De outro, existe o espaço de convivência entre estudantes, servidores, professores, estimulado por atividades culturais, debates e oficinas. As Zonas Autônomas Temporárias podem ser encontradas sobretudo neste segundo espaço e frequentemente passam desapercebidas. As ZAT's geram novas formas de interação entre os indivíduos e destes com o Estado. Elas sugerem outra ótica de resistência, também mais difusa e talvez mais profunda, construindo uma nova forma de viver e de fazer política.
Esta edição do Falando em Política não pretende definir a ocupação, mas relatar e revelar inquietudes geradas por este momento. As matérias se interessam principalmente pela estrutura, cotidiano e ambiente da ocupação. Os autores assumem que não há distanciamento do movimento e dos estudantes que se manifestam na ocupação. Assim, os entrevistados são chamados pelos primeiros nomes ou apelidos. Todos os textos são assinados e acompanhados por uma rápida descrição que indica a relação do autor com a Universidade de Brasília. Esperamos que a ocupação não deixe saudades dos encontros e fecundidade cultural gerados, mas que o movimento se transforme e descubra novos espaços para se manifestar e reivindicar sua luta.
*Destacamos que o boletim Falando em Política não voltou à ativa. Mas, a edição especial surge da vontade de ocupar este espaço midiático, como estudantes ocuparam aquele outro.
Intuito coletivo*
Carolina Mendes – formada em Letras Inglês e Português pela UnB
À primeira vista o espaço pode parecer confuso, com todos os cartazes coloridos e pessoas transitando, se preparando para protestos, fotografando, varrendo o chão, jogando malabares, fazendo entrevistas. Mas na entrada da rampa o aviso "mostre a carteirinha" anuncia que ali, em meio ao aparente caos, as pessoas estabeleceram regras, se organizaram.
Um funcionário da reitoria pede passagem até sua sala e aumenta sua voz quando lhe demandam documentos. Afinal de contas, ele trabalha ali há 30 anos e nunca foi necessário se identificar. Pacientemente lhe respondem que, infelizmente, aquela ocupação não esteve com ele naquele espaço durante esses trinta anos e que tais medidas visam preservar o espaço e aqueles que dele fazem parte. Alguém comenta então, quase surpreso, que realmente as pessoas se organizaram.
Os cartazes, que inicialmente divulgavam os protestos e reivindicações da ocupação, agora pedem às pessoas que zelem pelo espaço, que contribuam. Foram feitos em mutirão e cada participante colocou ali a mensagem que achava necessária.
As decisões são tomadas em assembléia. As assembléias da ocupação acontecem diariamente, e definem as ações do dia seguinte. As assembléias estudantis são convocadas para as decisões que concernem toda a comunidade da UnB, e têm agregado paulatinamente um maior número de pessoas. Estima-se que a primeira delas, no dia 07, tenha contado com 1.300 estudantes, recorde ultrapassado no dia 09, com 1.600 pessoas.
Há comissões para tratar da logística, da comunicação, da negociação, da segurança, e até mesmo para promover espaços de cultura. A cultura é ali proposta como meio de entretenimento e formação e as oficinas acontecem espontaneamente, podendo mesmo ser oferecidas por um yogi (instrutor de yoga) de passagem.
Mais que o apontamento de regras lavradas, as pessoas contam com a consciência dos envolvidos, com o intuito coletivo tão prezado. Não esperam ter de explicar ou de se explicar. Não definem papéis, mas permitem que os envolvidos assumam os que queiram ou achem mais adequados. A pró-atividade é a ordem do dia, e está claro que a maioria daqueles que estão no espaço, que fizeram da ocupação o seu espaço, têm agido dessa maneira.
*A expressão foi presente do Rafael em nossa conversa
No princípio foi a luz, depois a idéia e, após 20 minutos, a rádio
Juliana Mendes – formada em Comunicação Social pela UnB
A luz volta na sexta, dia 4 de abril, ao prédio ocupado da reitoria e o estudante de sociologia, Alan, fala em assembléia da importância de um mecanismo de comunicação direta do movimento. Para a sua "não surpresa", como descreve, outros estudantes também estavam se mobilizando para montar uma rádio da ocupação. Houve uma sintonia entre as pessoas que faziam algum tipo de rádio, explica. Após 15 a 20 minutos a rádioweb do movimento estava no ar.
Além da rádioweb, o movimento da ocupação utilizou blog, chat e vídeo - meios presentes principalmente na internet. Para o estudante de ciência política, Danilo, a internet tem grande poder na sociedade e, diferente dos meios comerciais, ela permite a comunicação freiriana . Enquanto as pessoas somente recebem a informação produzida a partir da linha editorial da mídia comercial, há maior interatividade e diálogo na internet, explica o estudante. Porém, Danilo reconhece que a internet ainda é um meio restrito no Brasil. O jornalista independente e autônomo, Chiquinho, acredita que o surgimento de vários meios alternativos na ocupação se deve à apropriação da tecnologia em curso na sociedade.
Segundo o jornalista, para quem luta pela democratização da comunicação é importante produzir suas próprias mídias. "Eu sempre estou com uma câmera na mão", explica. Durante a ocupação, já foram produzidos, pelo menos, 30 vídeos . Chiquinho explica que houve vídeo da ocupação com 500 acessos no youtube em um dia. Inclusive, antes da ampliação da ocupação para todo o prédio da reitoria, a primeira edição de telejornal do movimento foi gravada com uma câmera enviada por meio da sacola, que transportava alimentos e outros materiais. Os vídeos do youtube mostram as assembléias, discussões, depoimentos de professores, alunos e apoiadores.
O blog da ocupação também exibe moções de apoio de coletivos e indivíduos, além da programação cultural, fotos do local, boletins e informes e a pauta de reivindicações . Para Danilo, o blog permite os estudantes colocarem sua opinião por completo, além de ser oficial. O diário eletrônico é alimentado pela comissão de comunicação da ocupação. A comissão é composta por aproximadamente 10 pessoas e aberta à participação de demais estudantes interessados. A maioria das pessoas que se propuseram a participar da comissão já possuía experiência em comunicação, seja pelo interesse por algum meio, como a fotografia, ou a dedicação a um coletivo de mídia livre, como o Centro de Mídia Independente ou as rádios Radiola e Ralacoco. Contudo, as poucas pessoas sem conhecimento prévio no tema estão acompanhando as atividades dos demais, explica Danilo. A comissão também possui a tarefa de lidar com a grande mídia.
Atualmente, a ocupação possui skype (ocupacaounb), msn (reitoriaocupada@hotmail.com), correio eletrônico (ocupacaounb@gmail.com), comunidade no Orkut e chat (no canal #arla). O chat surgiu para ser um canal imediato com os ouvintes da rádio, explica Alan. Os ouvintes participavam dos debates e também falavam como estava a transmissão da rádio, uma vez que não havia um som de retorno no estúdio. Para o Alan, o movimento precisava da ajuda dos ouvintes porque nem todas as informações chegavam aos estudantes quando a ocupação se restringia ao último andar da reitoria, como, por exemplo, fatos de repercussão nacional.
A rádio é transmitida no servidor do Projeto Dissonante . Leyberson, aluno especial do mestrado da comunicação e um dos idealizadores do Dissonante, recebeu telefonema no dia 4 de abril avisando que os estudantes da ocupação queriam criar uma rádioweb. Após a ligação, Leyberson enviou um e-mail explicativo com a senha para o correio da ocupação. Logo, a rádio estava na internet e o aluno especial escutou para verificar se tudo estava funcionando. "A avaliação é, com certeza, positiva; afinal, é um meio de comunicação 'ao vivo', dentro de uma manifestação política, dentro de uma desobediência civil", enfatiza. Inicialmente, Leyberson ficou receoso com o excesso de falas descontextualizadas e brincadeiras. "Mas, conversei com outras pessoas e cheguei à conclusão de que a rádio era um espaço alegre, descontraído", argumenta.
Dentro da ocupação, a rádio foi um instrumento de agregação e também serviu para aliviar a tensão quando os estudantes estavam sitiados no último andar da reitoria, disse Alan. O estúdio foi montado na ante-sala do gabinete do reitor em uma mesa grande que propiciou o debate em roda. Contudo, havia um cuidado com o que se falava no microfone e nos arredores, enfatiza Alan. O estudante de sociologia explica que houve grande interesse e o microfone passava de mão em mão. "Pessoas que não conheciam muito sobre mídia, não conheciam muito sobre rádio, se declararam como novas apaixonadas pela rádio", conta.
Ocupantes e ouvintes sugeriram nomes para a rádio durante um dia inteiro. Rádio paridade, rádio Timóteo e rádio ocupação são alguns nomes lembrados por Alan. O estudante explica que alguns nomes eram enormes, algo como: rádio pelo movimento de unificação do movimento estudantil pela qualidade de ensino... O nome Rádio R$ 5 mil por hora ganhou em votação por ampla maioria. "Quase ninguém sabe quem deu o nome da rádio", disse Alan. Para o estudante, não saber quem deu o nome mostra que a rádio é feita por todo mundo de forma horizontal.
O jornalista Chiquinho acredita que o movimento deve se dedicar mais à produção da comunicação. Não discorda das reuniões para analisar a mídia comercial e fazer clipping das notícias. No entanto, pensa que a produção da comunicação deve ter mais ou a mesma importância destas outras atividades. De qualquer forma, Chiquinho defende que os manifestantes com experiência anterior em coletivos de comunicação incorporaram o movimento e estão trabalhando para a ocupação. "A galera se tornou a mídia da ocupação", enfatiza.
A relação com a mídia foi boa e houve destaque para a ocupação, afirma Chiquinho. Danilo também avalia como ponto positivo da mídia comercial a cobertura das grandes manifestações, além da relação respeitosa nas entrevistas e a não-desfiguração das declarações. Alan acredita que a mídia corporativa entendeu as reivindicações como legítimas e não deturpou o movimento como violento. Porém, para Danilo, por vezes, a mídia não se aprofunda em outros pontos de pauta além da saída do reitor e vice. O Congresso Estatuinte e a Paridade são muito mais importantes porque mudam o rumo da universidade. Alan também acredita que, devido a relações hierarquizadas, a mídia é incapaz de entender novas formas de organização, como movimentos autônomos e horizontais, e cria lideranças da ocupação.
Marcelo Fachina - estudante do 9° semestre de graduação em Ciência Política da UnB
As Zonas Autônomas Temporárias não devem ser entendidas como a mais nova tática revolucionária ou instrumento de luta que busca fugir da lógica da definição imposta por uma sociedade de espetáculo. Devem ser entendidas como uma tentativa, uma sugestão, um extravazar.
Elas partem de uma constatação/questionamento: por que o mundo de cabeça para baixo sempre consegue se endireitar? Por que reações necessariamente sucedem revoluções (ainda que estas reações consigam reorganizar as relações de poder numa sociedade)?.
Zonas Autônomas Temporárias não são revoluções. Não constituem nem mesmo em sua semente, pois, se assim fosse, seguiriam a lógica consensualmente acordada desta: revolução, reação, traição, fundação de um poder ainda mais repressor (Bey, 1985 ). O conceito que mais se aproxima das ZAT's é o de levante (uprising), movimento que não corresponde a esta trajetória pré-estabelecida. Justamente por desviar-se da rota, o levante sugere a possibilidade de um movimento exterior Os levantes violam a lei da História e são um momento proibido. Isto é, são a negação da dialética e um momento de catarse (ao contrário da revolução, que busca de alguma forma a permanência da subversão que propõe). Levantes não podem acontecer todos os dias e não devem ser permanentes.
ZAT's também não são um substituto às revoluções. Elas não constituem um fim em si, não substituem outras formas de organização, táticas e objetivos. Seu caráter temporário, efêmero, as coloca em posição de confronto indireto com as forças dominantes. "Uma operação de guerrilha que liberta uma área (de terra, tempo, imaginação) e depois se dissolve para ser refundada em outro lugar/outro tempo, antes que o Estado possa destruí-lo" (TAZ - subparte Waiting for Revolution). É difícil, portanto, determinar a existência de uma ZAT antes de seu fim. Como saberemos a maneira de dissolução do processo?
O início de uma ZAT pode envolver o uso de violência e conflito. Entretanto, é em sua invisibilidade que reside sua principal força. A ausência de signos que as caracterizem as tornam, de algum modo, imunes à ação dos aparelhos repressores. A partir do momento em que esses movimentos são identificados, significados e representados, eles devem se extinguir. Sua lembrança enquanto tática bem sucedida e marco de liberdade temporária são sua contribuição para um movimento de longo prazo: mais como uma experiência vivida pelo militante/ativista/cidadão do que um manual de reorganização da sociedade.
Mateus Fernandes - formando no Departamento de Filosofia da UnB
Fantasmas rondam os movimentos. Os movimentos não são feitos com fantasmas. É urgente recuperar os homens e as mulheres que fazem os movimentos, os homens e as mulheres que se movem - às vezes pelos fluxos, às vezes contra os fluxos (nem sempre com os fluxos). A ocupação da Reitoria da Universidade de Brasília se agencia como um corte de fluxo.
Homens e mulheres coabitam todos e todas nós. Fantasmas povoam nosso imaginário - há que se liberar, alforriar (mais que exorcizar) os fantasmas.
Há pelo menos 3 fantasmas aparentes: os Organismos, que normatizam e regulamentam os fluxos, os órgãos e as pessoas; os Sentidos, os Significantes, que são presenças metafísicas com aparência de necessidade; e os Sujeitos, entidades universais que nos impedem de ver os processos de subjetivação e assujeitamento, que mascara ou oculta as pessoas, que cria categorias e classes homogeneizantes.
Cortes de fluxos se fazem presentes atualmente. A normose do movimento cria autômatos, e os move em vias previamente determinadas - são bandos condicionados (até aí somos todos e todas condicionadas); mas as condições, elas mesmas, de onde vêm?, para que servem? e a quem servem? Seguir essas condições impede a visão, faz tapar os ouvidos, cala a voz, desautoriza o toque (faz do tato algo sempre diplomático); é inodora, insípida e insustentável - enfim, atrapalha a percepção, esfacela os sentidos.
De repente, o fluxo é interrompido. Sobem pela rampa contra-fluxos desejantes, um anti-poder, um proto-poder. O que vinha sendo, por continuidade de fluxo, sempre igual e sempre o mesmo, é cortado; é diferenciado; é extinto. Neste instante, por isso, por este corte de fluxo, o que se passava passa a ser percebido. O fluxo contínuo, e não somente o corte de fluxo, é notado - dele até sente-se falta, ainda que sua presença fosse, antes, metafísica; inaudita. A Reitoria, aquele prédio, aquele fluxo de pessoas que por ali caminhavam (trabalhavam até), não deixa de acontecer, mas agora ele acontece de maneira diferenciada. E é isso que os sentidos devem perceber - não a igualdade do todo-dia que nos falta, mas a singularidade que hora se nos apresenta e traz à tona o que antes era oculto (porque evidente), o que antes era normal (porque cotidiano) e o que antes não deveria deixar de ser (porque real). A virtualidade da invasão, quando atravessa o plano de consistência da realidade da Reitoria, dá novos contornos e atualiza o território - este território não deixa de ser o espaço de decisão da UnB, mas as decisões é que mudaram.
Agora que fluxo foi interrompido, e os sentidos ocupados, há que se dar sentido à ocupação? Tenta-se, a todo custo, preencher o vazio que fica na Reitoria. Tenta-se preencher de órgãos o corpo-vazio que agora permite a transitoriedade de fluxos, antes impedidos de por ali passarem. O organismo quer (re)tomar o lugar que agora é ocupado pelos movimentos.
Como dissemos, estas estratégias são lideradas pelos 3 fantasmas que assombram os movimentos.
No espectro do primeiro fantasma, os Organismos, está a falta de sentido para a ocupação, a castração que a ocupação (pretensamente) parece operar. Ele indica que há uma certa lacuna - que precisa ser preenchida! - de aceitação, de submissão ao Organismo: existe um organismo, existe um todo, existe algo que está organicamente organizado e que controla o movimento, os vários órgãos disjuntos. A este impulso de dominação do organismo é que se impõe a necessidade de um "corpo-sem-órgãos". Não é a negação dos órgãos ou a mera externalização do organismo: o organismo está dentro do movimento, nos pequenos fascismos e burocratismos tecnocráticos.
Há um tipo de mídia que media, e há um tipo de mídia que nomeia. Há um tipo de mídia que apresenta, e há um tipo de mídia que oculta. Há tipo de mídia que enfoca a experiência e busca o que acontece, e há um tipo de mídia que enfoca a interpretação e busca o que dá sentido. Não há um sentido para a ocupação, porque há muitos sentidos; como não há uma interpretação possível para a ocupação, porque há muitas experiências singulares na ocupação. O sentido da ocupação é a experiência do que acontece e não a interpretação do acontecido.
O segundo fantasma assombra pela necessidade de enunciação de um significado por um Significante. Para cada coisa que se enuncia há um nome para dar sentido a essa coisa. E, para cada nome, há que se dar um outro nome para sustentar o sentido desse nome. Cada vez mais submerso, o sentido mesmo se perde em nomes, ou se multiplica em possibilidades. Há que se resgatar não o sentido perdido, mas a perda de sentido como reanimação dos sentidos-sensíveis. Esta EstÉtica da Ocupação fala da aesthesis como referência aos sentidos-sensíveis que permitem e captam a experiência da ocupação. E é por isso que ocorre a ocupação dos sentidos, mesmos dos sentidos esquecidos, dos sentidos ocultados. Há suor, há sangue, há lágrima, há paixão, há toque, há muitos sentidos envolvidos nesta ocupação. Que se ocupem os sentidos, pois!
O Sujeito universal, onipresente e indivisível, que permite a existência de um organismo e que dá um sentido necessário ao acontecimento é o terceiro fantasma que ronda os movimentos. Há que se observar a desnecessidade de operação de um sujeito nessa ocupação. São sujeitos-desejantes coletivos, assujeitados e percorridos por processos de subjetivação que povoam aquele lugar. Desterritorializar o sujeito-estudante não é negar a existência de estudantes na ocupação da Reitoria, mas sim enfatizar que os ocupantes e as ocupantes não "são" somente estudantes, trancafiados nessa categoria com regras particulares de conduta e ação. Eles e elas também são percorridas por desejos variáveis, são devires-professor(a), devires-funcionário(a). Dar o aspecto de "sujeito-estudante" ao sujeito-desejante é normatizar os desejos, é conduzir os devires, é impedir a alteridade e legitimidade do movimento. Há que se buscar escapes, linhas de fugas que permitam sair desse imperativo e dessa categorização - para que se possa ir mais além.
Ocupemos! Ocupemos os sentidos, as mentes, os corpos! Vamos dar sentidos, vamos dar todos os sentidos, à ocupação! Vamos dar os nossos sentidos à ocupação!
E vamos fazer desse corte de fluxo uma possibilidade de repensar a trajetória do fluxo quando ele retornar (já diferente)!
Clóvis Henrique – estudante do mestrado de Ciência Política da UnB
Aos 40 anos da histórica movimentação estudantil que marcou não apenas a sociedade brasileira com radicalismo e irreverência, em um momento em que estruturas sociais, políticas e econômicas estacionavam a inovação e o desenvolvimento, a juventude novamente se une atenta ao colapso institucional vigente. Trata-se de um tempo em que a apatia ou o distanciamento do espaço público não se sustentam diante do evidente desmoronamento de instituições já incapazes de suportar a complexidade dos problemas da atualidade.
A ocupação da reitoria na UnB, neste abril de 2008, é o ponto alto de um processo de mobilização juvenil que reflete o descontentamento com a forma de gestão da coisa pública. A indignação diante das ações de improbidade administrativa não foi vencida pelo maior escândalo de todos os tempos da última semana, já tão comum nesse século que se distancia do maio de 1968. A celebração do tempo passado veio com a inovação no tempo presente. E foi efetivada por ações diretas descentralizadas realizadas por um movimento de movimentos, constituído de grupos e indivíduos autônomos, que fez emergir a autopoiese social, ou seja, a reestruturação auto-organizativa gerada pela necessidade de estabilidade das estruturas e a urgência das mudanças culturais.
Com isso, basta da nostalgia do tempo não vivido! Quiçá haja o conhecimento e o reconhecimento de que as juventudes em todos os tempos criam e recriam suas formas de ação e que não se imobilizam, mesmo quando se mobilizam! A predisposição ao radicalismo que permite inovação não é aquela que usa a força, mas sim aquela que sabe tornar obsoleto aquilo que se almeja transformar. Ao reunir pessoas e coletivos com trajetórias distintas, instituindo a organização horizontal e rotativa nas funções, as movimentações pela ocupação da reitoria na UnB foram à frente de seu tempo e demonstraram que, ao questionar a centralização das decisões, pode-se praticar a descentralização; ao criticar a liderança obsoleta, pode-se viver a multiliderança; ao impugnar atos de corrupção, pode-se agir com transparência.
Se o colapso institucional gera tamanha revolução no cotidiano, não parece coerente a necessidade do co-lapso (descuido de ambas as partes?) para que se fale em política. Incorrer em erro é algo comum e aparenta ser o caso de cidadãs, cidadãos e governantes que, ao compactuarem com ações de descuido na gestão pública (co-lapso), trazem a desintegração institucional (colapso). As novas formas de fazer política que os movimentos juvenis de ontem e de hoje empreendem desafiam a questão: é preciso o colapso para falar em política?
domingo, 13 de abril de 2008
Por quê?
o que está se passando nas reuniões do CONSUNI...
Por quê?Timothy também renuncia!!!
Viva as conquistas do MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO DA UnB!! Viva o MOVIMENTO ESTUDANTIL!! Viva a refundação da Universidade de Brasília!!! Viva Darcy Ribeiro!!!
Essa é, contudo, apenas a primeira de nossas reivindicações. A saída do reitor e de seu vice serão inúteis caso essa estrutura obsoleta de administração universitária seja mantida. Temos ainda uma longa pauta de exigências a serem atendidas. A luta continua!!
Pauta do movimento:
1 - Saída imediata do Reitor e Vice-reitor. (Conquistada!!!)
2 - Dissolução do Conselho diretor. Convocação imediata de eleições diretas e paritárias para reitor.
3 - Pela paridade nas eleições para todos os cargos eletivos da universidade e na composição de todas as instâncias deliberativas da UnB.
4 - Convocação congresso estatuinte paritário.
5 - Abertura das contas de todas as fundações da UnB.
6 - Que os bens adquiridos para o apartamento funcional do reitor sejam leiloados e os recursos investidos na Casa do Estudante.
7 - Abertura imediata de concurso público para professores e técnicosadministrativos para suprir o déficit atual do quadro da universidade.
8 - Contra o corte de bolsas permanência feito pela reitoria.
9 - Que as bolsas permanência sejam transformadas em bolsas de pesquisa e extensão e que subam para o valor do salário mínimo.
10 - Que todos os estágios oferecidos pela FUB sejam exclusivos paraalunos da UnB,salvo os de pesquisa.
11 - Pela construção imediata de um Restaurante Universitário no campus dePlanaltina.
12 - Garantia da construção de novos prédios de moradia estudantil.
13 - Garantia da reforma da casa do Estudante respeitando condições dignasde moradia durante a reforma.
14 - Pela ampliação dos horários de circulação do transporte internogratuito da UnB,e que este faca o trajeto ate a rodoviária.
15 - Pelo Passe Livre estudantil.
16 - Criação de uma linha de ônibus que integre os campi da UnB.
17 - Pela construção imediata de novos prédios nos campi Ceilândia, Gama e prioritariamente Planaltina.
18 - Pela reforma e melhoria das instalações físicas dos campi da UnB.
Programação de Amanhã (14 de abril)
12 horas - Assembléia da Ocupação
15 horas - Oficina de Corporeidade e Meditação
18 horas - Oficina de Mandala e Energia Corporal
20 horas - Jazz
Me Gustan Los Estudiantes
Que vivan los estudiantes,
jardín de nuestra alegría,
son aves que no se asustan
de animal ni policía.
Y no le asustan las balas
ni el ladrar de la jauría.
Caramba y zamba la cosa,qué viva la astronomía!
Me gustan los Estudiantes
que rugen como los vientos
cuando les meten al oído
sotanas y regimientos.
Pajarillos libertários
igual que los elementos.
Caramba y zamba la cosa,
qué vivan los experimentos!
Me gustan los Estudiantes,
porque levantan el pecho
cuando les dicen harinas
abiéndose que es afrecho.
Y no hacen el sordomudocuando
se presente el hecho.
Caramba y zamba la cosa,
el código del derecho!
Me gustan los Estudiantes,
porque son la levadura
del pan que saldrá del hornocon
toda su sabrosura.
Para la boca del pobre
que come con amargura.
Caramba y zamba la cosa,
viva la literatura!
Me gustan los Estudiantes
que marchan sobre las ruinas,
con las banderas en alto
pa' toda la estudiantina.
Son químicos y doctores,cirujanos y dentistas.
Caramba y zamba la cosa,
vivan los especialistas!
Me gustan los Estudiantes,
que con muy clara elocuencia
a la bolsa negra sacra
le bajó las indulgencias.
Porque, hasta cuándo nos dura
señores, la penitencia.
Caramba y zamba la cosa,
qué viva toda la ciencia!
Caramba y zamba la cosa,
qué viva toda la ciencia!
PS. muito agradecidos pelo e-mail enviado por Cardoso Neto.
Moção de Apoio da ExNEPe
Há muito tempo, a Universidade de Brasília vem sendo destaque, infelizmente, pelas denúncias de corrupção contra o reitor Timothy Mulholland. Este, que utiliza as verbas da universidade seja para o seu luxo em contraste com a estrutura física da UnB, seja para o fisiologismo que o sustenta entre docentes não menos suspeitos, rejeita a proposta de sair do cargo.
A ExNEPe não entende o Ensino Superior dissociado da Educação Básica. Por isso, achamos que o reitor da UnB é um péssimo exemplo para a sociedade brasileira e já deveria ter percebido que sua gestão autoritária, incompetente e baseada em favorecimentos pessoais em desfavor da Instituição causa um desgaste não somente à figura do reitor mas a toda comunidade acadêmica.
Por isso, repudiamos a ação da Reitoria da UnB que se camufla atrás de decisões não solicitadas pela Polícia Federal – como o corte de água e energia da Reitoria, que pode causar danos ao patrimônio material e a outro patrimônio que não tem preço que consiga pagar, que são os bravos ocupantes da Reitoria. Utilizar os trabalhadores, sejam seguranças ou prestadores de serviço para fazer pressão contra os ocupantes é covardia e só retrata ainda mais o caráter imoral de Timothy Mulholland.
A saúde indígena não pode ser abandonada para turismo na Ásia ou pagamentos de mordomias que nada tem haver com o ambiente universitário. Falta caráter nos gestores e sobra truculência na ação de parte dos seguranças a mando da Reitoria. Exigimos que seja feita a imediata venda de toda a mobília do Apartamento Funcional onde morava o reitor e a verba seja repassada em benefícios para a Casa do Estudante Universitário.
Companheiros e companheiras, estamos juntos nessa luta. O reitor foi eleito de forma antidemocrática num espaço onde técnicos-administrativos e estudantes não tem o mesmo peso que professor. Isso torna não só Timothy como qualquer reitor eleito por esse processo passível de autoritarismo.
Abaixo o REUNI!
Fora Fundações de Direito Privado das universidades públicas!
Paridade já!
Fora Timothy Mullholand, Edgar Mamya e docentes fantasmas que recebem do Governo Federal para trabalhar para as Fundações!
Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia
Moção de Apoio do FEMEH
A Reitoria da Universidade de Brasília está ocupada por estudantes que não se paralisaram diante de tantos escândalos e fraudes do Reitor e dos poderes da universidade. A situação das fundações privadas ditas "de apoio" às universidades públicas é muito grave. A privatização interna das universidades realizada pelas fundações representa uma transferência de recursos públicos para a composição de lucros exorbitantes, altíssimas remunerações aos professores que trabalham para as fundações, e os mais absurdos casos de corrupção dentro das universidades. Além disso, estas fundações direcionam a pesquisa das universidades para fins de mercado, invertendo as prioridades sociais de uma universidade pública. Estas fundações exercem um poder de interesse privado sobre a gestão anti-democrática das universidades, e interferem profundamente nas decisões dos Conselhos Universitários, em sua maiorria comprometidos com estas empresas disfarçadas.
A Federação do Movimento Estudantil de História vem manifestar seu apoio incondicional à luta dos estudantes da UnB, contra as Fundações ditas "de apoio", em defesa de uma gestão realmente democrática nas universidades, e em defesa de políticas de permanência estudantil (como a Moradia) que garanta efetivamente o direito à educação superior!
Joana Salém Vasconcelos
Coord. Regional sudeste II da FEMEH
Moção de Apoio do CEUPES - USP
Entendemos a importância de tal mobilização como mais um foco de resistência à corrupção e à presença de instituições que, por trás do falso rótulo de apoio à universidade, utilizam-se de verbas públicas para lucros e fins privados, e ao descaso dos governos estaduais e federal com a educação pública do país.
Apoiamos também a decisão dos companheiros e companheiras de não continuarem a negociação com a reitoria caso o corte de luz e água do prédio ocupado continue.
CEUPES
Gestão ReFlorestando 2007-2008
São Paulo, 13 de abril de 2008
Moção de Apoio do CALC - ECA/USP
Apoiamos um movimento que é totalmente legítimo na luta contra um reitor corrupto e contra as fundações privadas que se dizem "de apoio" mas que, na verdade, se apoiam na universidade para sugar dinheiro público, e dar retorno somente ao mercado. E repudiamos a errônea cobertura dada pela mídia em geral, que diz que o movimento é de baderneiros quando, na verdade, é de defensores da educação pública. Jornalismo vendido e limitado que não vai apurar os fatos no âmago da questão, investigando a lógica deplorável do funcionamento das fundações, que se utilizam da estrutura de um espaço público para produzir conhecimento privado, e não para a sociedade como um todo - o que é dever de uma universidade pública.
A existência de fundações no interior das universidades públicas explicita, por si só, a confusão entre o público e o privado, assim como o reitor Thimothy, que gere uma universidade pública e é ligado à uma fundação privada, o que demonstra que há um conflito de interesses.
Moção de Apoio do CAHIS - UFRN
Com a notícia que tanto o Reitor quanto o Vice-Reitor pedem a exoneração de seus cargos, isso mostra que e luta, quando tem fundamento e força, alcança seus objetivos, mesmo com privações. O trabalho realizado por vocês aí na UnB tem sido discutido por todo Brasil, inclusive aqui no Rio Grande do Norte.
Parabéns pela coragem, vontade, disposição, ousadia, ética, ação e conquistas.
C.A. A ORDEM DE PROMETHEU - UFRN!
Natal, 13 de abril de 2008
Moção de Apoio - CAPSI UnB
Em assembléia, ocorrida no dia 8 de março, os estudantes deliberaram, sua posição a favor do afastamento do reitor, vice-reitor e Conselho de seus cargos até que se completem as investigações sobre o caso. Também foi deliberada posição favorável à paridade no conselho máximo de deliberação - CONSUNI. Consideramos a ocupação da reitoria uma ação legítima como forma de alcançar reivindicações que visam a melhoria da Universidade. Somos contra a violência e depredação de patrimônio e entendemos que os estudantes instalados na reitoria também partilham de tal opinião e se esforçam a todo o momento para manter a organização e controle dos estudantes e instalações físicas. Por várias vezes os alunos tentaram o diálogo com o reitor sobre as questões reivindicadas, obtendo muitas recusas, sendo que em uma das oportunidades de esclarecimento o reitor não respondeu às principais questões colocadas pelos alunos.
Entendemos que essa forma ativa de manifestar-se foi devido ao esgotamento de outros meios, tendo estes perpassado a legalidade e o diálogo. Portanto, declaramos nosso apoio à ocupação até que seja alcançada uma gestão democrática dentro da UnB e todos os envolvidos nos escandâlos de improbidade administrativa sejam punidos da forma adequada.
Centro Acadêmico de Psicologia da Universidade de Brasília
Moção de Apoio do COLUNI - UFV
Como estudantes do Ensino Médio e futuros universitários, esperamos que a luta do Movimento Estudantil não cesse até que uma universidade pública de qualidade exista!
Parabenizamos os estudantes pela iniciativa, pela coragem, pela garra e pelas conquistas!!
Grêmio Estudantil - COLUNI/UFV
Moção de Apoio do Forum da Esquerda - USP
Nós, do Fórum da Esquerda, coletivo político que atua na Faculdade de Direito da USP, manifestamos nosso apoio à Ocupação da Reitoria da Universidade de Brasília.
O movimento iniciado na capital do país no dia 3 de abril desse ano é mais uma importante frente de lutas aberta pelo movimento estudantil nacional que deve marchar contra a dinâmica mercantilizadora da educação superior pública, gratuita e de qualidade para todos. Achamos que, assim, a Ocupação partilha de significado com a ocorrida na Reitoria da USP no ano passado.
A Ocupação é forma legítima de engajamento na luta política universitária quando cessam as oportunidades de debate e de abertura de espaços francos e emancipatórios de diálogo. O jeito de fazer política não é ditado por normas e não podemos permitir que o legalismo e o formalismo adquiram roupagem de democracia quando em seu cerne são a fonte de ações autoritárias e conservadoras. A política e a Universidade que queremos não está escrita e nem dada.
Sabemos que a pauta não se completou e que a peleja deve continuar. Apoiamos as reivindicações que relevam das mais importantes questões do ME tais como a paridade nos espaços de decisão na Universidade, de democratização de acesso e permanência, de abertura de contas das Fundações ditas "de apoio", de assistência estudantil e de descaso com o retorno popular que as instituições de ensino superior devem dar ao povo que as sustenta.
O movimento de Ocupação da Reitoria da UnB está de parabéns por suas conquistas e esperamos que essas sejam combustível de mobilização e debates numa linha de democratização substantiva da Universidade pública e de seu compromisso com a sociedade e com um projeto popular de país.
Repudiamos qualquer autoritária ação de força policial para desocupação assim como outros métodos repressivos como o desligamento da água ou luz do edifício da reitoria.
Que a luta dos estudantes da UnB não cesse com a renúncia do crápula Timothy Mulholland! Os estudantes não podem mais continuar em letargia frente ao avanço da precarização da Universidade pública e à estruturas autoritárias de poder e decisão!
Estamos juntos! Transgredindo a indiferença!
Fórum da Esquerda
Coletivo político da Faculdade de Direito da USP
Programação Cultural de hoje (13 de Abril)
sábado, 12 de abril de 2008
Vice-Reitor Edgard Mamyia renuncia ao cargo
Moção de Apoio do DCE-USP
A luta dos estudantes da UNB não só é legítima, como também necessária. Consideramos a presença das fundações privadas um grave ataque ao carater público da universidade, sendo inamissível que um reitor receba qualquer tipo de benefícios pessoais das mesmas. Exigir a renúncia do reitor Timothy Mulholland é, portanto, inerente a defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade. Dessa forma, entendemos a ocupação da reitoria da UNB como parte da mesma luta travada na ocupação da reitoria da USP em maio de 2007 e nas outras
mobilizações do movimento estudantil de nossa universidade.
Nos colocamos ao lado dos estudantes da UNB, pela renúncia do Reitor e de todos os demais envolvidos e repudiamos qualquer tentativa de desocupação por força policial, bem como a adoção de qualquer outra medida repressiva contra o movimento estudantil da UNB.
Moção de Apoio do DAHIS - UFRPE
Não é de hoje, a educação no nosso país não é uma prioridade, e assim sendo é tratada com o resto do orçamento. Entra governo e sai governo, e o que se vê é a piora gradativa da situação educacional no nosso país, faltam Restaurantes Universitários em grande parte das universidades federais, faltam professores em todas as federais do país (o déficit de professores segundo o ANDES-SN ultrapassa os 8 mil), faltam livros em nossas bibliotecas e acervos mais atualizados, chega a faltar, em muitos casos, até verba de custeio, que é o que garante os quadros, portas, pincéis e apagadores.
Toda essa falta de verbas no nosso entender é uma política de Estado deliberada, onde a prioridade não é a educação, mas os juros da dívida pública (que só engorda os banqueiros de nosso país). Ainda por cima, existe a corrupção escondida (mensalão, mensalinhos...) e a corrupção declarada, que se expressa através da DRU (Desvinculação da Receita da União), mecanismo “legal” que de acordo com a “necessidade” do governo pode desvincular 20% de qualquer verba do governo para que seja usada onde o governo quiser, leia-se: todos os anos, 20% da educação e da saúde são retirados para obras de “infra-estrutura” e pagamento da dívida pública.
Toda essa política de corte de verbas para a educação, tem incrementos dentro das próprias universidades, como é o caso das fundações de “apoio” que existem dentro das universidades para “gerenciar” uma boa parte dos recursos públicos. Essas fundações em grande parte do tempo, sugam as verbas das universidades em troca de serviços que uma pró-reitoria de administração poderia tranquilamente dar conta.
Apesar de não faltarem exemplos em todo Brasil de como as fundações sugam as verbas das universidades, o exemplo da Universidade de Brasília (UnB) tornou-se um escândalo pelo descaramento do Reitor Timothy Muholand que utilizou-se de 470 mil reais (dinheiro público) para mobiliar com utensílios de luxo o apartamento funcional em que vivia, além de usar e abusar dos cartões corporativos, abusos esses que a UnB é campeã na gestão do Timothy Muholand.
Por esses motivos citados acima, o Diretório Acadêmico de História Manuel Correia de Andrade da UFRPE (DAHIS-UFRPE), se solidariza, apóia a luta, e assina em baixo a carta de reivindicações dos companheiros que resistem bravamente na ocupação da reitoria da UnB que já começa a vislumbrar a vitória com as primeiras conquistas que foram, o afastamento do Reitor e a renúncia do Vice-reitor.
SÓ CONQUISTA QUEM LUTA!!!
POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE!!!
Diretório Acadêmico de História Manuel Correia de Andrade
DAHIS - UFRPE
Acabar com os privilégios e defender a UnB
Qui, 10 de abril de 2008 06:31
O afastamento imediado e definitivo do Reitor da Universidade de Brasília, a democratização de seus espaços institucionais e a saída das fundações de apoio são as pautas que hoje provocam mais debates na UnB, além dos argumentos frágeis dos defensores de Thimothy sobre "a conspiração da mídia".
Nos últimos dias a crise que paira em torno da atual cúpula administrativa da Universidade de Brasília se agravou profundamente. O primeiro passo das investigações constatou o que muitos na universidade já imaginavam, um esquema milionário que envolve a FINATEC (Fundação de empreendimentos científicos ligada à UnB). A fundação gastou várias cifras do seu farto caixa bem longe de sua finalidade essencial (estatutária) , e pra piorar decorou o apartamento funcional do Reitor com uma mobília digna de um palácio real, com a justificativa de atender ao “nível da Universidade de Brasília”.
O escândalo repercutiu nos principais meios de comunicação nacionais e mobilizou diversos estudantes, professores e funcionários da instituição à protestarem contra a "gastança" do dinheiro público longe do investimento em educação e pesquisa. Com o agravante de estar bem distante da realidade que vive hoje a UnB, a universidade que possui diversos problemas de estrutura, falta de investimentos em assistência estudantil, uma moradia estudantil caótica, falta de professores, funcionários e etc. Uma infinidade de problemas poderiam ser citados e debatidos horas, pois a ausência de recursos para financiarem as universidades públicas é um problema estrutural que atualmente não parece ter solução, com as prioridades deste Governo.
Os privilégios foram a marca encontrada nas investigações do Ministério Público do Distrito Federal, desde os gastos com o cartão corporativo da universidade, até as contas de restaurantes caros pagos com verba da Editora UnB. A indignação de estudantes de diversos cursos, e as iniciativas rápidas do DCE (Diretório Central dos Estudantes) foram capazes de mobilizar a UnB, que nas primeiras duas semanas de aula, ocorreram três manifestações pedindo a saída de Thimothy e também das fundações ditas de apoio. Basta perguntar, quem as fundações apóiam. Estas que nos últimos anos se multiplicaram nas universidades públicas, e que só a UnB possui seis delas, que utilizam capital material, estrutural e humano da universidade e com sua estrutura jurídica permitem privilégios e abrem o caminho para burlar as licitações.
Mas para alguns professores e “nomeados” que estão enraizados há anos (décadas) na cúpula administrativa da UnB esta crise seria apenas um "ataque brutal da imprensa à UnB e até a universidade pública". Os principais defensores da atual gestão da universidade e desta tese de “conspiração” são por coincidência os que ocupam cargos altos ou os que têm os maiores financiamentos em seus projetos e pesquisas. Os atores responsáveis por esta ofensiva à UnB seriam a "direita" em aliança com o PSOL/PSTU que "forjou" esta crise institucional. O que os ideólogos da Reitoria parecem não perceber é que quase todas as forças políticas pedem a saída de Thimothy. As falas mais oportunistas do Senador do PSDB, Álvaro Dias até políticos do PT, PCdoB, PMDB e etc. A UNE (ligada ao PCdoB e PT) lançou um manifesto pedindo a saída do Reitor, oportunismo sim, mas golpe da mídia contra o ilibadíssimo Reitor da UnB, Não!
Algumas forças políticas nacionais deram uma resposta à opinião pública, só pra não deixarem de se pronunciar, outros fizeram com coerência o que sempre defenderam e pediram o afastamento do Reitor e o fim das fundações de apoio nas universidades públicas brasileiras. A “teoria da conspiração” contra Thimothy parece ser a formulação mais oportuna para frear a crise na universidade.
Estudantes, Professores e Funcionários da Universidade de Brasília estão cansados de privilégios para um grupelho de professores, que "luxam" com o dinheiro que deveria ser investido nas condições de ensino, pesquisa e extensão. Não há espaços para aqueles que tem golpeado a nossa universidade com gastança, autoritarismo, e uma política privatista e que agora quererem resumir a crise como "golpismo da imprensa nacional e de todas as forças políticas contra o Magnífico". Não é tolerável e nem aceitável que intelectuais que dedicaram suas vidas a uma construção teórica profunda cumpram este papel tão baixo, mesquinho e hipócrita!
Defender Thimothy não é defender a UnB! Defender a UnB é exigir auditoria nas contas da universidade, nas contas do CESPE e de todas as fundações. Defender a UnB é lutar pela democracia com paridade na composição dos conselhos deliberativos, nas eleições para Reitor e em todos os fóruns. Defender a UnB é não compactuar com estruturas que permitem corrupção e privilégios dessa forma exigir o fim das fundações de apoio. Defender a UnB é lutar com afinco por verbas para universidade e ter mecanismo de controle reais dos gastos. Defender a UnB é denunciar que a política educacional do Governo (Reforma, REUNI, PROUNI e etc) tem precarizado profundamente o ensino superior público brasileiro. Defender a UnB é defender a saída imediata e definitiva de Thimothy e de sua cúpula dirigente!
Fábio Felix - Coordenador Geral do DCE/UnB
Moção de Apoio do DCE/UCS
Não ponham remendos, a estrutura está podre.
(slogan de maio de 1968 - França)
O Diretório Central de Estudantes da Universidade de Caxias do Sul, DCE/UCS, vem prestar solidariedade aos estudantes da Universidade de Brasília, UNB, que estão ocupando o prédio da Reitoria desde o dia 3 de abril.
O DCE tem a convicção que a luta dos estudantes é justa e necessária. A aplicação de recursos da Universidade na reforma do apartamento funcional ulitizado pelo Reitor Timothy Muholland não corresponde, nem de longe, aos fins de uma instituição de ensino. Isso sem falar nos outros gastos, de necessidade duvidosa, que chegam a casa dos milhões de reais.
Sabemos que os estudantes possuem uma pauta que vai além da questão do mal uso de recursos públicos. Defendemos, como vocês, uma política de assistência estudantil que garanta a permanência dos estudantes na Universidade. Acreditamos, também, que o processo de eleição das chefias acadêmicas deve acontecer com a maior transparência e participação de toda a comunidade acadêmica.Repudiamos as declarações do atual Reitor Timothy Muholland, que diz que não sairá do cargo por que foi eleito democraticamente. A nossa posição é que o Reitor não entende nada de democracia.
O processo democrático não se esgota na urna. Ele é um processo permanente de discussão, fiscalização e se necessário de substituição das pessoas que ocupam os cargos eletivos.Nossa universidade é particular e também sofremos, por muito tempo, com o mal uso do dinheiro da instituição. No nosso caso dinheiro que vinha de nossas mensalidades. Como vocês lutamos e estamos construindo um processo de decisão participativa da aplicação dos recursos de nossa universidade. Esse é mais um motivo para apoiarmos a luta de vocês, pois os recursos para a UNB são de todos os brasileiros e é inadmissível que ele não seja usado para o seu fim que é a educação, pesquisa e para o avanço social e científico do País.
Boa luta colegas, por que a luta de vocês é justa.
Diretório Central de Estudantes
Universidade de Caxias do Sul - RS
Gestão Movimentação: A contra-mola que resiste - 2007/2008
http://www.dceucs.com.br/
Moção de Apoio do Comando de Greve da UESPI
Teresina-PI, 11 de abril de 2008
Comando de Greve Docente da Uespi
Associação dos Docentes da Uespi – Adcesp
Centro Acadêmico do curso de Administração
Centro Acadêmico do curso de Direito
Sindicato dos Trabalhadores da Uespi – Sintuespi (Diretoria eleita)
Um passeio (2) pela Casa dos Estudantes da UnB com a Exma. Sra Juíza de Direito Dra. Cristiane Rentzsch
Para estender mais o passeio, vamos com a Exma. Sra. Juíza de Direito Dra. Cristiane Rentzsch seguir pela Casa dos Estudantes da UnB. Nada melhor do que o registro de imagens feitas na casa em março deste ano, no auge dos noticiários sobre os escândalos do reitor e sua mobília superfaturada em seu apartamento.
Essa é a cadeira dos vigias da Casa dos Estudantes da UnB.
Um passeio pela reitoria com a Exma. Sra Juíza de Direito Dra. Cristiane Rentzsch
Olhe, por favor, ali ao lado daquelas bandeiras do Brasil. Destas sombras que deslizam dançarinas nas paredes de concreto, emerge um deus que perdemos em nossas infâncias e em nossas adolescências. Lembra-se dele? Este deus justo está em cada palavra destes meninos e meninas que vieram servir os melhores dias de suas vidas neste templo escuro do Saber. Em homenagem a este saber, entregam suas preciosas horas em oferenda à justa causa da preservação do bem comum. Mas aqui Sra. Cristriane, aqui neste pináculo é que eu gostaria de mostrar o que eles já me mostraram. Espere um pouco, na escuridão é difícil mesmo enxergar. Olhe com mais calma e longamente, a sra. poderá ver o que eles estão fazendo. Está vendo lá, depois do lago, depois do palácio, no cimo daquela colina? Enxergue longe, por favor. Aquele clarão no horizonte. São lanternas que eles carregam para iluminar o caminho e chegar aqui. Eu sei, a sra. tem razão, parece o alvorecer. Veja como são muitos. Veja o alcance da ocupação destes estudantes, como se estende. Veja que eles todos caminham desajeitados, em um terreno muito acidentado, lodoso, pedregoso para chegar até aqui. Muitos não chegam, ficam pelo caminho acidentados e depauperados. Mas alguns milhares chegam e cá estão. Chegando aqui, veja a sra. ali nos andares de baixo como eles são ordeiros, politizados e desapaixonados pelos bens materiais. Não, eles não estão cansados. Senão, não ficariam varrendo, limpando a sujeira, arrumando as tralhinhas deles, lendo, debatendo e atendendo a todos com cortesia. Veja como a ocupação, que a sra. chama de invasão (tanto faz a retórica neste momento) é ordeira, pacífica e organizada. Veja sra. Cristiane como este espaço está tão bem feito para os estudantes, de como eles agora se sentem tão em casa e como cuidam como se fosse a cada deles. Não permitindo a religação de água e de luz, argumentando que eles são os responsáveis por tal situação, é coloca-los fora de um espaço que também lhes pertence - talvez mais do que a todos, e que estão zelando como se fosse a casa deles. Mandando a polícia retira-los, é punir a quem cuida bem da própria casa. Muitos moram aqui perto, avizanhados da reitoria, em um agregado de minúsculos apartamentos chamado Casa dos Estudantes. Eles estão em casa, uma casa que lhes foi negada na penúria de suas esperanças por uma educação cidadã melhor. Penúria de esperanças que juntas formaram a maior riqueza deste século na UnB: a dedicação à causa pública, o amor à causa dos mais fracos, balizando o uso ético dos recursos gerados por cada juiz, cada professor, cada faxineiro, cada um de nós trabalhadores.
Já pensou Sra. Cristiane se estes estudantes ocuparem (ou invadirem) o Brasil? Não haverá polícia, escuridão ou falta de água que façam eles se descuidarem daquilo que é meu, seu, deles e das tantas gerações qua ainda vão pisar neste solo.
Vanner Boere (vannerboere@uol.com.br)
Moção de Apoio dxs Estudantes negr@s graduandos e pós-graduandos do Movimento de Ocupação
Se hoje estou aqui só devo
a Dandara só devo a Zumbi
Ontem( 09/04 ) o ainda reitor Timothy Mulholland afirmou em entrevista que vêm sofrendo ataque forte perseguição política por grupos que são contrários a implementação de políticas de inclusão racial e social na UnB. Essa postura explicita mais uma vez a negação dos esforços envidados pela comunidade negra em uma luta ancestral que nos remete a agentes históricos como: Zumbi, Dandara, Ganga Zumba, Lélia González e uma infinidade de outr@s negr@s que compõem a Maafa. A Maafa é um conceito que designa o sofrimento e a opressão que une os povos negros num grito que não precisa de tutela: um grito de levante.
A política de cotas NÃO é uma criação do reitor Timothy. A discussão sobre políticas de ações afirmativas é muito anterior na cena política brasileira, sobretudo pela pressão exercida pelo movimento negro para que se instituíssem políticas de reparação a população negra.
É importante sublinhar que o ainda reitor apresenta uma versão distorcida dos fatos que afligem a universidade. Na tentativa desesperada de desviar o foco das denúncias que o cercam, Timothy Mulholland constrói uma estratégia vinculada a prática racista de colocar-se como tutor daquel@s que ele acredita estar favorecendo, no caso em questão @s estudantes egressos do sistema de cotas.
Assim sendo elencamos alguns exemplos capazes de demonstrar o descaso e falta de empenho da Administração Universitária, no trato com as questões raciais:
Falta de apoio e infra-estrutura ao programa de pesquisa Brasil Afroatitude;
Não solucionamento dos casos de racismo da UnB como o caso do incêndio criminoso provocado nas portas d@s estudantes african@s na CEU, bem como o Caso Kramer e o Caso Thadeu;
A falta de autonomia e infra-estrutura do Centro de Convivência Negra;
A ausência de uma política eficaz de assistência estudantil com um recorte racial.
Aqueles que são contra a democracia sempre serão contra a inclusão social da população negra, o que não justifica a conivência com o desvio de dinheiro promovido pelo reitor, dinheiro este que deveria servir às funções de ensino, pesquisa e extensão, bem como a expansão da política de inclusão racial e social.
Contudo, NÓS estudantes negr@s graduandos e pós-graduandos, politicamente ativos no movimento de ocupação repudiamos as afirmações feitas pelo ainda reitor em entrevista coletiva, de que as recentes manifestações contrárias aos abusos cometidos com dinheiro da Universidade são simples desdobramentos da resistência às políticas de inclusão racial e social.
Ainda reitor, nunca legítimo e jamais em nosso nome.
Ass: Estudantes negr@s graduandos e pós-graduandos do Movimento de Ocupação
Moção de Apoio do Centro Acadêmico de Agronomia da UFV
A luta camaradas!
Moção de Apoio do DCE - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, gestão DCE em Movimento, por meio desta moção, vem apoiar a luta dos estudantes da Universidade de Brasília, que desde o dia 03 de abril, ocupam legitimamente a reitoria, exigindo o afastamento do reitor Mulholland, bem como outras grandes reivindicações essenciais a manutenção e ao bom funcionamento da Universidade Pública. Esta, que tem sofrido grandes e sucessivos ataques ao longo dos últimos anos.
Por entender que a luta contra a mercantilização da educação e contra a corrupção é causa de todo estudante. Somos parceiros nessa luta cotidiana, que tem dado provas de resistência em todo o Brasil. Que aumente a nossa força e que chegue em todo o canto a nossa voz.
Nos solidariamos aos estudantes guerreiros que há dias estão sem água e luz, privados de direitos básicos do ser humano, mas que em nenhum momento pensaram em desistir, mesmo com a forte ameaça de desocupação da Políca Federal. Avante na luta Companheiros!
Fora reitor ladrão!
Eleições diretas já!
Saudações calorosas de todos os cantos da Bahia!
Sejamos realistas, peçamos o impossível
Queridos/as e aguerridos/as estudantes,
Nesse ano comemoramos 40 anos dos movimentos de maio de 68, quando 10 milhões de trabalhadores e estudantes foram protagonistas das lutas que questionaram os valores capitalistas, defenderam a emancipação humana e a reestruturação radical do trabalho e da educação, na perspectiva de assegurar trabalho para todos/as e uma formação verdadeiramente humana e não meramente tecnocrática e quantitativa, determinada e instrumentalizada pelo mercado. A expansão desmesurada e sem qualidade de cursos de graduação à distância e as reestruturações universitárias que precarizam o ensino e a pesquisa nos mostra que os dilemas de maio de 68 são absolutamente atuais e exigem de todos/as nós o engajamento nas lutas coletivas pela defesa do direito à formação com qualidade para todos/as.
Me somo a vocês na luta em defesa da Universidade de Brasília, e os parabenizo pela resistência e engajamento nas lutas coletivas, o que tem sido cada vez mais difícil nesses tempos em que impera o individualismo.
Abraço com admiração
Ivanete Boschetti
Profa. do Departamento de Serviço Social - UnB
Moção de Apoio do PPGAS/UnB
BSB, 10 de abril de 2008
Em assembléia extraordinária realizada na manhã do dia 10 de abril de 2008 na Katakumba (Laboratório de estudantes de Pós-graduação em Antropologia Social), nós estudantes do PPGAS deliberamos por unanimidade:
- Apoiar o movimento de ocupação da reitoria e as decisões tomadas em assembléia.
- Exigir o religamento imediato da luz e da água do prédio da Reitoria.
- Aderir à paralisação estudantil convocada para essa sexta-feira, 11/04/08.
- Repudiar o afastamento de 60 dias de Timothy Mulholland, por entendermos que se trata de uma manobra política para desarticular o movimento da okupa.
Alunxs PPGAS
A historia é nossa e se faz nas lutas
Moção de Apoio do CAHIS - UNEMAT
Nós do Centro Acadêmico de História da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT queremos dizer que somos a favor da OCUPAÇÃO e da DISSOLUÇÃO do REITOR, no qual todos já sabem que teve seu apartamento imobiliado pela Famosa Fundação de "Apoio" da Universidade UNB – FINATEC, isso é inadmissível e ficou mais de que explicito que essas Fundações de "Apoio" são só mais uma das formas de desviar verba das IES Públicas. Queremos ressaltar também que não somos favoráveis a presença das ditas "Fundações de Apoio" visando já os motivos supracitados, sendo também um mal que sofremos, na qual esta não presta conta, cuja fora pedida diversas vezes. Isso é estranho se não presta conta algo deve ter...!!!
E por almejarmos uma Instituição Pública, gratuita, de qualidade e que nos garanta, e a toda a sociedade uma Moralidade, Caráter e Ética, e que forme cidadãos justos, que também Priorize e Valorize a ética e a moral, é que demonstramos nosso
REPÚDIO as Fundações ditas de "APOIO" e aos hipócritas de plantão que pensão em desviar verbas públicas, principalmente ao REITOR MULHOLLAND.
Portanto, ressaltamos novamente que somos a Favor da Ocupação da UNB, da Dissolução do Reitor e da NÃO vinculação das Fundações de "APOIO" nas Universidades Públicas.
Frisando também um cartaz exposto "AFASTAMENTO NÃO É RENUNCIA", declaramos que a partir da vitória de vocês, da DISSOLUÇÃO, servirá de exemplo para os próximos Reitores. E então mostrarão para todos que, o que é capaz ATUALMENTE de mudar o País é a Juventude e com Seriedade, Ética e Moral, combatendo e mostrando também para OS "POLÍTICOS CORRUPTOS DE BRASILIA QUE A JUVENTUDE ESTÁ CADA VEZ MAIS FORTE" que estaremos sempre que possível combatendo a CORRUPÇÃO e principalmente num espaço que deve se caracterizar pela formação de pessoas capazes de levar o Brasil para dias mais Justo e Igualitário.
Portanto, damos todo nosso apoio a todos.
Pra encerrar Lembrem que:
"Não há experiência mais profunda para o revolucionário que o ato da guerra."
Che Guevara
"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova"
Mahatma Gandhi
Moção de Apoio da Fábrica Ocupada Flaskô
Caros companheiros estudantes,
Em nome dos trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô quero fazer chegar nossa revolucionária saudação aos companheiros estudantes da UNB que estão em uma dura mas importante luta. Mas uma vez vemos estudantes e a juventude protagonizando lutas importante neste nosso pais.
A jovens está colocado a dura questão de continuar a luta por acabar com este estado de coisas que perdura no Brasil e no mundo. Mas por muita lugares a terra dá sinal que nós os explorados e oprimidos não aceitamos continuar como estamos.
Nós que a 4 anos e meio ocupamos a fábrica contra os ataques da patronal, colocamos a fábrica para produzir mantendos nossos empregos e iniciando na realidade uma dura luta pela estatização da fábrica. E sabemos que nossa luta é em conjunto com os trabalhadores da cidade e do campo de todo o Brasil e a unidade com os estudantes é fundamental para girarmos o jogo e impor nossas reinvidicações.
Não aceitaremos nenhuma repressão! Tenha a certeza que nos mesmo dia estaremos nas ruas de Sumaré, aqui no estado de São Paulo nos mobilizando com outros setores em solidariedade a vossa luta, como temos a certeza de podermos contar com a mesma solidariedade de vossa parte.
Estamos ao lado da vitória dos estudantes da UNB.
Estamos pela aprovação imediata das reivindicações que apresentam.
Nós operários sabemos que mais do que nunca esta luta que se tornar uma luta para vagas para todos nas universidades publicas e gratuitas. Sabemos que a luta que travam é a luta pela educação pública, é a luta pela universidade pública.
Por isso contem com a solidariedade de centenas de pais e mãos de familia trabalhadores de uma fábrica ocupada.
Por sim gostariamos de ter a honra de recebe-los em nossa fábrica, que hoje ocupada é uma fábrica do povo, para conhecerem nossa luta, nossa batalha e virem nos contar vossa experiência!
Viva a luta dos estudantes da UNB!
Viva a unidade dos trabalhadores e dos estudantes!
Por vagas para todos nas universidades públicas!
Pedro Santinho
Coordenador Conselho de Fábrica
Flaskô Sob o Controle dos Trabalhadores
Moção de Apoio do Grito dos Excluídos - DF
NOTA DE APOIO À OCUPAÇÃO DOS ESTUANTES DA UNB
A articulação do Grito dos Excluídos do Distrito Federal se solidariza com a luta dos estudantes da Universidade de Brasília que desde o ultimo dia 03 de abril ocupam a reitoria da universidade como forma de buscar o atendimento de sua pauta de reivindicações.
A luta por melhores condições de ensino e permanência dos estudantes na Universidade, bem como pela democratização de sua estrutura e, fundamentalmente, a luta contra a mercantilização da Educação representada pela atuação das Fundações de Direito Privado dentro das Instituições Federais de Ensino Superior, é um grande serviço que os estudantes da Unb prestam à sociedade brasileira.
Os casos de desvio de finalidade e má utilização de recursos públicos realizados pela atual reitoria da Unb são apenas um dos exemplos dos graves problemas trazidos pela lógica mercantil sempre presente na relação entre as Universidades e Fundações.
Entendemos que a mobilização estudantil é a única forma de iniciar o debate sobre os novos rumos que a Universidade Pública brasileira deve tomar.
Todo apoio aos estudantes da Unb!
Articulação do Grito dos Excluídos DF
Moção de Apoio do CAECO - UNICAMP
Compreendemos que há acusações de extrema gravidade contra o Reitor Timothy Mullholand, que devem ser apuradas imediatamente, e concordamos que o mesmo deve ser afastado do cargo. Além disso, a luta dos estudantes da UnB se torna ainda mais importante por combater diretamente a FINATEC, fundação privada envolvida no escândalo. A luta pela Universidade pública, gratuita e de qualidade passa, necessariamente, pelo combate a tais fundações, ditas de apoio, que são na verdade uma forma de injetar capital privado nas universidades públicas, levando-as a direcionarem seu ensino e sua pesquisa às aspirações do mercado.
Nesse sentido é fundamental, também, lutar contra a Reforma Universitária de Lula, que sucateia as universidades federais, além de permitir a atuação das fundações privadas. Finalmente, é importante destacar que, apesar da grande mídia denunciar a ocupação como uma violência, ela é, na verdade, uma resposta violenta contra os violentíssimos ataques que a universidade pública vem sofrendo neste país, sendo, assim, uma forma legítima de luta.
TODO APOIO Á OCUPAÇÃO DA REITORIA NA UNB!
FORA AS FUNDAÇÕES PRIVADAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS!
AUDITORIA PÚBLICA JÁ!
FORA TIMOTHY MULLOLHAND!
CAECO - Unicamp
Leonardo Simões Freire
(11)99091529
Ciências Econômicas - Unicamp
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Coordenador DCE-Unicamp:: Gestão "Tecendo a Manhã" 2007/2008::
www.dceunicamp.org.br
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Coletivo Socialista Rosa do Povo
Partido Socialismo e Liberdade - PSOL
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Domínio Público - Movimento Estudantil::
Frente de Oposição de Esquerda da UNE::
Frente de Luta Contra a Reforma Universitária
Moção de Apoio da Pós-Graduação em Educação da UnB
EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE
Nós, representantes dos estudantes da Pós-Graduação em Educação, nos dirigimos à comunidade acadêmica da Universidade de Brasília, para manifestar nosso apoio à pauta de reivindicações do Movimento de ocupação da reitoria. Embora não tenhamos tido tempo de discutir, entre nós, qual seria a melhor forma de luta neste momento, e por isso não emitiremos posição, concordamos com o mérito das propostas levantadas pelo movimento.
A recente denúncia da utilização do dinheiro público, que deveria ser destinado à pesquisa científica na UNB, para compra de móveis de luxo para o apartamento do reitor, indignou a comunidade acadêmica e a sociedade. Esse episódio traz à tona a malversação de verbas públicas já tão escassas no cotidiano da Educação Superior brasileira.
Além disso, ao caminhar pelo campus da UNB, deparamos-nos com estruturas deficientes, salas de aula sem equipamentos adequados para um bom processo de ensino-aprendizagem e produção do conhecimento, inúmeras dificuldades para realização de pesquisas e programas de extensão totalmente deficientes em sua implementação.
Este fato demonstra que as fundações de apoio, como a Finatec, desvalorizam o tripé – ensino-pesquisa e extensão - tão caro ao cotidiano acadêmico, principalmente, de uma Universidade Pública.
Desta maneira reivindicamos a postura ética daqueles que administram esta Universidade, a partir da retomada da democracia de suas instâncias de discussão, formulação e implementação de políticas e programas que fortaleçam o tripé e que recoloque a Universidade de Brasília no caminho da contribuição ao desenvolvimento nacional e do enfrentamento aos problemas sociais que tanto afligem o povo de nosso país.
Por fim esclarecemos que, em breve, teremos uma assembléia geral dos estudantes deste programa e, nesta oportunidade, teremos condições mais elevadas de discutir o conjunto do movimento.
Brasília, 09 de Abril de 2008.
Carmyra Oliveira Batista
Claudemiro Godoy do Nascimento
Denise Gisele de Brito Damasco
Mayra Maria Leoncy de Lavor
Sandra Jacqueline Barbosa
Sandra Zita Silva Tiné
Membros da Comissão Discente do Programa de Pós-Graduação da FE-UnBRodrigo da Silva Pereira (apoiador)
Moção de Apoio do MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNEB/ CAMPUS IX
“Ou os estudantes se identificam com o destino do seu povo, com ele sofrendo a mesma luta; ou se dissociam do seu povo, e nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo”.
Florestan Fernandes
O Movimento Estudantil da Universidade do Estado da Bahia – Departamento de Ciências Humanas – Campus IX, Barreiras – Bahia, composto pelos DA’s de Ciências Contábeis, Engenharia Agronômica, Letras, Matemática e Pedagogia, identificando-se com o destino do seu povo e com ele sofrendo e lutando a mesma luta, externa o seu sincero apoio ao Movimento Estudantil de Ocupação da UnB neste período de luta e enfrentamento à ordem neoliberal galopante na UnB, bem como nas demais Universidades públicas e sociedade.
Apoiamos e nos solidarizamos com as (os) nobres companheiras (os) de luta por não se calarem ao verem os desmandos de quem tem o poder. Como poderíamos calar-nos e separar-nos, de tão nobre batalha, se a luta dos estudantes da UnB é tão convergente à nossa? Não poderíamos deixar de apoiar essa luta nem ela poderia ser feita de forma isolada e fragmentada.
Portanto, reiteramos o nosso sincero apoio e solidariedade com as (os) companheiras (os) de luta do Movimento estudantil da UnB, nesta singular batalha contra os parasitas das instituições públicas e contra mais este ataque vil, torpe e nefasto à educação superior pública, gratuita, de qualidade e referenciada nas lutas sociais.
Força na luta! Ocupa e resiste!!!
MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNEB/ CAMPUS IX
BARREIRAS – BAHIA
Barreiras, 10 de abril de 2008.
Para relembrar...
Estudantes deixam caixão para o reitor (Pedro Arcanjo, Leyberson Lelis e Rafael Targino)
Mais de 80 estudantes ocuparam o gabinete da reitoria nesta terça-feira, 19 de abril (2005). Os alunos protestavam contra as decisões do Conselho Universitário (Consuni), que em tiro sumário mantiveram as mesmas regras anteriores: sem paridade, sem segundo turno e sem a discussão do financiamento público para a campanha à sucessão do reitor. O reitor Lauro Morhy não estava na sala no momento. Os manifestantes aproveitaram para pregar cartazes com mensagens para o reitor. Os alunos se reuniram ao meio-dia no Ceubinho. De lá, partiram para a reitoria, passando antes pelo Restaurante Universitário. Os manifestantes usavam roupas pretas, em sinal de luto, e levavam um caixão simbolizando a "morte da democracia na UnB". Durante todo o trajeto, não encontraram resistências da segurança. O protesto dos estudantes ocupou a reitoria sem violência e o gabinete foi esvaziado sem danos ao patrimônio da UnB. Ações definidas Antes da manifestação, o DCE convocou o Conselho de Entidades de Base (CEB), composto pelos Centro Acadêmicos, para discutir o último Consuni. O encontro debateu questões como o uso da força policial e o autoritarismo da reitoria. "A universidade deveria ser um espaço aberto, mas está funcionando apenas com a legitimação da força", lamenta o estudante de Ciência Política, Artur Sinimbu. No CEB, duas propostas de ação para as eleições foram levantadas: a primeira é boicotar o processo eleitoral e tumultuar a votação. A outra pede para que os três segmentos acadêmicos - professores, alunos e servidores - se unam para tentar mudar a decisão do Consuni.
Mesmo com esse conflito, o DCE já tem algumas diretrizes definidas. A primeira é a divulgação das fotos do abuso de poder no último conselho. Outra medida é continuar com o abaixo-assinado pela paridade. A entidade pretende ainda denunciar a conivência de certos departamentos, com a divulgação da listas de votos do último Consuni. Para se discutir todas essas questões, uma assembléia unificada foi marcada para quarta-feira, 26 de abril, ao meio-dia. "Nós não podemos aceitar que a ditadura volte a imperar na UnB", exige o conselheiro discente, Carlos Henrique.
(retirado do Campus on line - www.unb.br/fac/campus)
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Painel Brasil TV entrevista Promotor Ricardo Souza sobre a crise na UnB
"Olá amigos
Promotor Ricardo Souza (MPDF) fala para Painel Brasil TV sobre a crise na UNB:
- Explica os problemas das fundações de apoio, Finatec inclusive
- Fala da gestão do Prof Lauro e sua relação com as fundações ("erros que se repetiram pelo Timothy)
- Fala sobre o caso Funsaude-Funasa versus saúde de povos indígenas (caso gravíssimo)
- Fala sobre o predio "mal assombrado" da Fubra
- Finalmente, e dá sua opinião pessoal (como cidadão, e não como promotor) sobre a ocupação do predio da reitoria, e explica a origem da motivação desta "rebelião" dos alunos
- Vale a pena assistir:
o video dura 34 min e pode ser visto no site abaixo: http://www.painelbrasiltv.com.br/
aqui vai a URL da video-entrevista: http://www.painelbrasiltv.com.br/novo/Entrevistas/index.asp?Programa=2&Entrevista=679&TipoVideo=3
abraços
Marcelo Hermes
ps: a entrevista foi ontem de manha, bem cedo, ANTES da notícia do afastamento do reitor."
CONSUNI - Empurrando o problema com a barriga?
Sábado pela manhã: faxina e limpeza geral na reitoria
Vídeos da paralisação do dia 11 de abril
5.000 p/ hora
http://video.google.com/videoplay?docid=5359825067933636329&hl=en
Paralisação 11 de abril de 2008 parte 1
Paralisação 11 de abril de 2008 parte 2
Paralisação 11 de abril de 2008 parte 3
Paralisação 11 de abril de 2008 parte 4
Paralisação 11 de abril de 2008 parte 5
Paralisação 11 de abril de 2008 parte 6
Videos sobre a reuniao do CONSUNI
Reuniao Consuni parte 2
Edgar Mamyia, ex-vice-reitor, sai escoltado
Agressao de fotografo no final do Consuni
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Paralização da UnB nesta sexta-feira, 11/04. Programação
Definida em Assembléia Geral, nesta sexta-feira, dia 11/04 a UnB irá parar pela luta do movimento de Ocupação, por uma universidade democrática. Será uma paralização ativa, com atividades em todo o campus.Confira a programação cultural desta sexta-feira de paralização:
Na Reitoria
09hs - Alongamento e Yoga
10hs - Cine Ocupação
11hs - Brincadeiras e oficina de cartazes
12hs - Percussão e Oficina de luta Anti-manicomial
14hs - Concentração para o Consuni com oficina de cartazes
15hs - Malabares
15h - Debate sobre vegetarianismo
18hs - Dança circular/ Dinâmica
18hs - Diálogos extra-muros: apresentação de coletivos presentes no movimento
19hs - GD de Mídia: Resistência e luta social
No Ceubinho
12hs - Oficina de Mandala de energia corporal contra repressão
fique atento que atividades extras ocorrerão.
Ação direta e Movimento e movimento!
Nota oficial sobre o afastamento do reitor Timothy
A Ocupação da reitoria da Universidade de Brasília comemorou nesta quinta-feira, 10 de abril, o afastamento do reitor Timothy Mulholland. Completada uma semana de ocupação, Timothy, após diversas declarações intransigentes, pautadas pela incapacidade de dialogar com os estudantes, enfim fez o que já deveria ter feito desde a primeira denúncia envolvendo seu nome, no início do ano. Consideramos o fato como uma vitória, mas uma vitória parcial com diversos poréns. Nenhuma das nossas 18 reivindicações, que consideramos básicas, foi contemplada até o momento. Não pedimos pelo afastamento, mas pela renúncia do reitor, bem como do vice-reitor Edgar Mamiya que assumirá provisoriamente o cargo, assim como de toda essa diretoria que compõe uma corja oligárquica antidemocrática que comanda os rumos da Unb há mais de 15 anos. Além disso, é importante ressaltar que Timothy afastou-se do cargo de reitor, mas continua como presidente do conselho da FUB - Fundação da Universidade de Brasília - que delibera os rumos, especialmente financeiros, da Unb.Moção de Apoio do Sindtest - PR
Os trabalhadores da UFPR, UTFPR e FUNPAR/HC, representados pela diretoria do SINDITEST-PR, vem através desta moção se solidarizar com a luta de estudantes, trabalhadores técnico-administrati vos e professores da UnB que neste momento ocupam o prédio da Reitoria desta instituição.
Somos parceiros na luta diária contra a privatização das instituições de ensino, que hoje se dá por meio das fundações chamadas de apoio, da tentativa de transformação dos hospitais universitários em fundações estatais e das terceirizações.
Somos parceiros também na luta por democracia nos espaços públicos, em especial nas universidades. Na UFPR, o mínimo de democracia que temos só foi garantida através da luta da comunidade universitária e desejamos que na UnB a luta atual possa obter significativas vitórias nesta pauta, possibilitando uma eleição para Reitor de maneira democrática e no mínimo paritária entre as três categorias constituintes da universidade.
Ações como essa, de ocupação de uma Reitoria, não devem ser tratadas como caso de polícia e sim entendidas como um ato político, de repúdio a privatização do espaço público.
Sendo assim, o SINDITEST-PR reafirma seu apoio e solidariedade com a ocupação da Reitoria da Universidade de Brasília e se coloca a disposição, dentro de seus limites, para o apoio necessário.
Saudações sindicais,
Wilson Messias - presidente do SINDITEST-PR
www.sinditest. org.br
sinditestpr@ yahoo.com. br
Moção de Apoio do SINTUSP
Quarenta anos depois da luta pelo território livre, os estudantes da UNB voltam a se levantar em luta, combatendo desta vez a ditadura e a corrupção da burocracia acadêmica.
Com muito orgulho, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP), que esteve lado a lado com os estudantes na ocupação da reitoria da USP contra os decretos intervencionista do governo Serra, vem primeiramente saudar e manifestar seu apoio político incondicional e irrestrito aos lutadores (as) da UNB e à sua legitima decisão de ocupar a reitoria da universidade e exigir a renuncia do reitor corrupto, de todos os seus comparsas e o atendimento de suas demais reivindicações.
Exigimos o atendimento de todas as reivindicações do movimento, especialmente a renuncia do reitor corrupto e repudiamos todo tipo de ameaça de repressão aos estudantes em luta na UNB. Nem o reitor corrupto, nem a burocracia acadêmica cúmplice da corrupção do seu líder e muito menos qualquer outro aparato corrompido do putrefato estado burguês, seja ele o poder judiciário ou a força policial, têm moral ou legitimidade para reprimir os que estão lutando contra a podridão e o autoritarismo inerentes a um estado cuja vocação e finalidade é dar sustentação a uma ordem social que tem como principio básico a opressão e a exploração da maioria do povo por uma minoria parasitaria.
Na USP, uma burocracia acadêmica tão corrompida quanto à da UNB, esta, junto com o governador sangue suga Jose Serra, tentando punir os estudantes e funcionários que ocuparam a reitoria da universidade, em defesa de sua autonomia contra a intervenção explícita do governo.
Ao mesmo tempo, estudantes, funcionários e professores, estão em fase de preparação do V Congresso da comunidade universitária e, uma das propostas que o SINTUSP está defendendo junto a ADUSP e o DCE é a de construirmos esse congresso ao mesmo tempo em que construímos uma ampla mobilização para impor o fim de todas as perseguições e punições que pesam contra os estudantes e funcionários da USP, e a instalação de uma estatuinte paritária, livre e soberana, incumbida de elaborar um novo estatuto para a universidade, livre de todas as excrescência da ditadura militar.
Nesse sentido, propomos aos lutadores (as) da UNB, dirigirmos um chamado comum à CONLUTAS, INTERSINDICAL e às demais organizações ante governistas do movimento operário, estudantil e popular, pela realização de uma ampla campanha nacional contra toda forma de repressão ao movimento estudantil, operário e popular, pela democratização de todas as universidades brasileiras e pelo atendimento de todas as reivindicações dos lutadores (as) da UNB.
Até a vitória!
DIRETORIA DO SINTUSP
Moção de Apoio da Juventud del PT (LIT-CI)
Desde la Juventud del Partido de los Trabajadores (PT), organización hermana del PSTU en Paraguay, les manifestamos nuestro total apoyo y solidaridad a la heroica ocupación que están protagonizando.
Los escandalosos casos de corrupción del Rector Mulholland merecen el más enérgico repudio del movimiento estudiantil brasileño y toda la clase trabajadora. La utilización del dinero de la universidad para el enriquecimiento personal nos parece inaceptable. Esta es una muestra clara de las nefastas consecuencias de la injerencia del sector privado en las universidades públicas.
Asimismo, repudiamos la actuación de la jueza Crisitiane Pederzolli, que autorizó la intervención de las fuerzas policiales para reprimir a los estudiantes en lucha. Exigimos, además, el inmediato reestablecimiento de la energía eléctrica, del agua potable, el servicio telefónico y el libre acceso de alimentos para las personas dentro del predio de la universidad.
Compañeros, sepan que no están solos en esta lucha. Desde Paraguay, un importante sector de los estudiantes sigue de cerca los pasos de todo el rico proceso de reorganización del movimiento estudiantil brasileño, que resiste los ataques de la política neoliberal del gobierno Lula. Vuestra victoria, será nuestra victoria.
¡No pasarán!
Saludos internacionalistas y revolucionarios
Juventud del PT (LIT-CI)
Asunción, 8 de abril de 2008
Moção do Apoio do CFESS
1. A utilização de recursos públicos para fins particulares causa profunda indignação e o CFESS defende em todos os espaços públicos e de representação em que participa que é imperativo que as apurações aconteçam, que os responsáveis sejam devidamente punidos e que os acusados devam se afastar de suas funções enquanto perdurar o processo de investigação.
4. No dia 15 de maio, em que comemoramos em todo o Brasil o dia do(a) Assistente Social, o CFESS, em parceria com todos os Conselhos Regionais de Serviço Social convida a categoria e toda a sociedade para debater sobre a realidade da precarização do Ensino Superior no Brasil e suas implicações no exercício das diferentes profissões acarretando danos irreversíveis às novas gerações e à população. A exemplo dos Cursos de Graduação à distância, que embora reconhecidos pelo MEC e incentivados amplamente pelo Governo Federal, não cumprem os dispositivos legais e as diretrizes curriculares coletivamente construídas no âmbito das profissões.
5. A luta dos(as) estudantes da UnB e sua respectiva pauta de reivindicações é demonstração da capacidade de resistência e de crítica frente às diferentes formas de deterioração das Instituições Públicas e das práticas autoritárias vigentesemnosso País e deve ser ouvida, discutida e tratada com respeito no âmbito da UnB e da Sociedade Brasileira. O CFESS coloca-se na luta ao lado de todas as instituições e sujeitos coletivos contra os interesses corporativos; na defesa dos direitos, das políticas sociais, da Educação Pública, Gratuita, Laica e Presencial; pelo acesso ao trabalho
de qualidade; contra todas as formas de arbítrio e na defesa da livre manifestação política.
Moção de Apoio do PT - Plano Piloto
Partido dos Trabalhadores do Plano Piloto apóia
movimento dos estudantes na UnB
O Diretório do PT Plano Piloto esteve reunido no dia 8 de abril e decidiu, de forma unânime, empenhar seu apoio às manifestações dos estudantes da UnB, que exigem a renúncia do reitor, Timothy Mulholland e a investigação sobre irregularidades na destinação de verbas das Fundações de Apoio à Pesquisa.
É dever dos dirigentes da Universidade zelar para que os jovens tenham uma educação cidadã, com respeito às questões de interesse da sociedade, um conceito que vai além dos livros didáticos e que a vivência em uma universidade permite incluir na formação dos estudantes.
O Partido dos Trabalhadores não defende que ninguém seja condenando previamente por atitudes que sequer foram investigadas por completo, muito menos avaliadas à luz da justiça. O caso do reitor Timothy, contudo, requer um olhar mais atento. A sua saída do cargo, seja renunciando, seja solicitando um afastamento temporário enquanto durarem as investigações, é uma questão imperiosa.
O fato concreto é que o reitor não reúne mais as condições para permanecer no cargo. Está desmoralizado perante grande parte dos alunos e professores. E não é apenas por considerarem que foi conivente - ou leniente - com o episódio da reforma de seu apartamento funcional, onde foram gastos milhares de reais. A indignação contra o professor Timothy é pedagógica, sem trocadilhos. Deve-se, em grande parte, à consciência dos jovens acerca da profunda desigualdade social que ainda há no Brasil, onde se vê gente catando lixo para sobreviver e onde existe um funcionário público que permite a compra de uma lata de lixo por quase mil reais. Completa este quadro o fato de que, em uma situação ainda de déficit tecnológico, o dirigente maior da Universidade de Brasília permite que seja dada destinação errada e inconseqüente para as verbas destinadas às pesquisas.
E como uma situação insustentável acaba provocando outras, a partir de ontem, dia 7 de abril, não é apenas o reitor Timothy quem deve explicações. O restante da direção da UnB também terá que responder pelo seu despreparo para lidar com situações adversas, pois permitiu, ou não soube evitar, o uso de violência contra os estudantes, que resultou no espancamento de alguns jovens por seguranças da universidade em frente às câmeras de TV.
Quem viveu o período de triste memória do coronel Azevedo sabe que desde aquela época os estudantes da UnB não se mobilizavam de forma tão intensa contra um reitor. E aqui não vai nenhuma comparação entre o Azevedo e o professor Timothy. Mas este é um fato que precisa ser levado em consideração. Ninguém pode pretender permanecer em um cargo público apenas pela sua própria vontade, desconsiderando o que acontece ao ser redor. É óbvio que o que estamos vendo na UnB é um quadro onde a mobilização contra o reitor cresce a cada dia e para o qual ainda lhe resta uma atitude corajosa e desprendida que é pedir o seu afastamento.
Diante do exposto, solicitamos às nossas bancadas distrital e federal que se articulem com o Ministério da Educação para que, em uma atitude clara e efetiva, produzam soluções que atendam às reivindicações dos estudantes no sentido de afastar Reitor Timothy Mulholland de suas atividades para que possa responder às acusações licenciado do cargo, com amplo e irrestrito direito de defesa. Além disso, a direção da UnB precisa ser responsabilizada de forma rigorosa e imediata no episódio que resultou na ação repressiva contra os estudantes. Acreditamos serem estas as condições fundamentais para que a normalidade volte a reinar no Campus Universitário.
Brasília, DF, 8 de abril de 2008
Partido dos Trabalhadores - Diretório Zonal do Plano Piloto
Moção de Apoio de Isaias Vieira da Silva (SP)
Parabéns a todos os alunos e professores da UNB que lutam pela democratização do ensino público gratuito e de qualidade para todos; Por uma gestão gestão democrática, transparente, ética e que priorize o bem comum e não os privilégios de poucos. Todos os companheiros e companheiras que estão na luta, estão de parabéns, dando aulas de democracia e de responsabilidade social. Você estão fazendo História e serão vitoriosos. Mesmo de estando longe nós estamos acompanhando e apoiando o movimento . Continuem na luta e até a vitória completa e irrestrita do movimento. Contem com o apoio de todos nós universitários que prezamos por um país mais justo e democrático.Parabéns a todos.Isaias.Geografia, USP, São Paulo.
Moção de Apoio do Grêmio da FAU - USP
Histórica Assembléia dos Professores!
O Diretório Acadêmico de Comunicação da Universidade Federal de Goiás vem por meio desta moção declarar seu total apoio à ocupação da reitoria da UnB.
O DACOM está acompanhando a luta dos alunos da UnB desde o seu início e por isso está ciente das dificuldades dos alunos que resistem na ocupação. Por este motivoenviaremos a quantia de setenta reais para a compra de alimentos, com ênfase na alimentação vegetariana.
A quantia é pouca visto a quantidade de alunosque estão neste momento na reitoria, mas é o que o nosso coletivo pode oferecer.
O dinheiro será entregue por dois membros da atual gestão do DACOM que estarão em Brasília na sexta- feira, dia 11 de abril.
DACOM- UFG
Gestão: Faça!
Email: ufg.dacom@gmail.com
Moção de Apoio de Ney
Parabéns ao movimento pela conquista do afastamento do Reitor que, após muita pressão midiática resolveu se afastar, apenas.
Agora, é continuar caminhando rumo a sua destituição do cargo e cumprimento de TODA a pauta de reivindicações.
Não desanimem agora!!! Não morram na praia!!!! O movimento é legítimo e tem apoio de inúmeras instituições, declaradamente e não declaradamente pois, se até o momento a polícia e o governo local não interviu, é porque o moviménto é realmente legítimo e, pelas vias "LEGAIS" o Reitor jamais se afastaria pois, o cargo de Reitor é substancialmente político e o mesmo poderia resistir a uma crise política e todos sabemos que crises políticas no Brasil duram de 4 a 5 meses.
Continuem a mobilização!!! Tem sites até do Reino Unido que publicaram notas sobre a ocupação da reitoria da Unb.
Parabéns ao movimento, isto dá muito orgulho aos ex-alunos também!!!!
Proposta de desenho de Adriano Carvalho
caros amigos
meu nome é Adriano Carvalho Saturnino, sou aluno de Artes Plásticas noturno e dou total apoio a vocês.
bolei um desenho sobre o tema, se quiserem utilizá-lo na campanha, fiquem à vontade.
valeu
Adriano Carvalho










