Os servidores querem opinar.
os professores vão colaborar.
Vão ouvir a nossa voz.
Paridade! Paridade!
É o melhor pra todos nós."
Áudio disponível em: http://www.americasnet.com.br/antunes/marcha-paridade/
Áudio disponível em: http://www.americasnet.com.br/antunes/marcha-paridade/
Reocupação da reitoria- em abril de 2008 os estudantes forçam a passagem da rampa, vigiada pelos seguranças da UnB, que em 2005 foram convocados em forma arbitrária pelo ex-reitor Lauro Morhy para a reunião do CONSUNI. Esta reunião estabeleceria a manutenção das regras eleitorais, incluindo a não paridade, em uma série de irregularidades, como a dificuldade do acesso de alguns conselheiros e a votação antes do horário estabelecido. Timothy, que fora vice-reitor das duas gestões de Lauro Morhy foi então eleito reitor. Estudantes do futuro
que querem fazer da Universidade Brasileira um lugar seguro
seja você um porta bandeira
ou seja só em suas próprias idéias
Perceba, localize na história
similaridade ao que aqui acontece
Símbolos foram derrubados pela construção coletiva no cotidiano
e se o mal do qual a universidade padece hoje é quem cai
e a comunidade decide quem entra e quem sai,
é por causa da açâo direta de quem ocupa
Num lugar onde a voz do indivíduo é ouvida
e o poder é horizontal
num ponto de observação crucial
Muitos ainda aprendem a caminhar
bandeiras se calam para ouvir, sem deixar de balançar
é sua oportunidade amigo, é a sua vez irmão
de construir o universo do País
com a força da sua mão,
as loucuras da sa cabeça,
o fogo do seu coração.
Veja à sua frente a oportunidade de presentear o seu país
com uma nova Universidade
O seu futuro e o de seus filhos são palpáveis agora
Pra quem não acreditava que a hora haveria, esta é a hora
Ter paridade e flexibilidade são nossa responsabilidade
Ocupe todas as salas com o debate
Ocupe departamentos e faculdades com seus desejos
Ocupe as mentes de colegas, professores, alunos e servidores,
Venha construir, não se omita
Ocupe e reflita, ocupe e resista.
David Ramos
e-mail: mel_txt@yahoo.com.br
Há alguns anos não víamos mobilizações tão intensas e politizadas no campus da universidade de Brasilia. Uma pauta que organizou muitos estudantes e trouxe grande unidade mesmo entre os que têm posições diferentes, tomou conta das paredes e dos jornais da cidade e do país, certamente merece ser olhada com atenção.
O projeto original da UnB foi abortado pelo golpe militar de 64. A universidade que deveria abrigar a diversidade de pensamento, de orientações ideológicas e assim pensar um projeto para o país foi transformada em uma simples autarquia administrada pela Marinha durante alguns anos. Uma instituição do conhecimento voltada para as questões concretas do povo, preocupada em responder aos problemas cotidianos, a serviço da nação. Essa instituição foi enterrada. Primeiro pela Ditadura Militar com sua intervenção autoritária e as seguidas invasões do campus e desde então, a UnB que Darcy sonhou, é enterrada todos os dias. Agora não mais pela ditadura do fuzil que prendia, expulsava e torturava mas pela ditadura do mercado que submete tudo a lógica do lucro, que negocia o preço e vende o saber que se pretendia de todos.
Nos últimos anos a Universidade de Brasília foi transformada em uma grife, com valor de mercado e que gera lucro para serem usados de forma privada, em jantares, reformas, presentes. As denúncias em torno da reitoria explicitam a lógica privada que tem sido mantida durante anos pela administração.
O que alguns achavam ser um clichê quando dizíamos que a universidade pública seria privatizada tornou-se realidade, a UnB foi, e continua sendo privatizada toda vez que seus recursos e patrimônio não são usados de forma pública, toda vez que estão a serviço de algum interesse privado, seja do reitor ou de outra pessoa.
A crise que tomou conta da universidade é antes de tudo uma crise da falta de democracia. A democracia é a prática da participação no espaço publico, é espaço de todos, da liberdade. Toda vez que algo que, por definição deveria ser gerido no universo público, é trazido para o privado isso deixa de ser democrático. Uma gestão, como as que temos visto, que tem suas decisões tomadas na presença poucos entre 4 paredes não é democrática e conseqüentemente não é publica.
A luta dos dias de hoje é em defesa de Unb que tem sido atacada, não pela mídia como alguns tentam dizer, mas sim pela atual administração. Defender a UnB pública significa defender a democracia na sua gestão. Durante a campanha pelas Diretas Já o slogan usado era O Brasil quer votar, muitos anos depois ainda é necessário que digamos Os estudantes querem votar. A reivindicação é por poder sim. Vamos juntos conjugar esse verbo, Eu posso.. , Tu podes ..., Nós podemos os estudantes podem participar, podem votar,PODEM decidir.
Os estudantes mais uma vez mostram a que vieram. Vieram lembrar a todos do que a UnB é feita. Lembram que é feita do livre pensamento dos que estão convictos de que apenas mentes libertas podem enfrentar a opressão. É feita também do suor dos trabalhadores que construíram e ainda constroem o dia a dia do campus. Mais do que isso, nossa universidade não seria o que é sem o sangue e a luta daqueles que acreditam na participação, que acreditam na UnB viva, sempre viva.
A UnB não pertence a esse ou ao próximo Reitor. A Unb é nossa, é de todos os estudantes. A universidade é de todos, é pública.
Viva a luta dos estudantes!
Viva e universidade de Brasilia!
Boa luta para todos nós!
Por Sarah de Roure, ex coordenadora geral do DCE Unb nas gestões 2002-2003 e 2003-2004 e ex diretora da UNE 2005-2007 .
Queridos/as e aguerridos/as estudantes,
Nesse ano comemoramos 40 anos dos movimentos de maio de 68, quando 10 milhões de trabalhadores e estudantes foram protagonistas das lutas que questionaram os valores capitalistas, defenderam a emancipação humana e a reestruturação radical do trabalho e da educação, na perspectiva de assegurar trabalho para todos/as e uma formação verdadeiramente humana e não meramente tecnocrática e quantitativa, determinada e instrumentalizada pelo mercado. A expansão desmesurada e sem qualidade de cursos de graduação à distância e as reestruturações universitárias que precarizam o ensino e a pesquisa nos mostra que os dilemas de maio de 68 são absolutamente atuais e exigem de todos/as nós o engajamento nas lutas coletivas pela defesa do direito à formação com qualidade para todos/as.
Me somo a vocês na luta em defesa da Universidade de Brasília, e os parabenizo pela resistência e engajamento nas lutas coletivas, o que tem sido cada vez mais difícil nesses tempos em que impera o individualismo.
Abraço com admiração
Ivanete Boschetti
Profa. do Departamento de Serviço Social - UnB
Pautas da Atual Ocupação:
1 - Segurança: Queremos iluminação no CAMPUS, contratação imediata de seguranças, fora a PM no CAMPUS, modificação do caráter da segurança que cuidem além do patrimônio, da pessoa humana, preparação do corpo de funcionários e que a segurança circule onde as pessoas caminhem e não somente nos estacionamentos motorizados. Construção de calçadas. O corpo de funcionários da CEU e Colina passem por qualificação e estreitem o diálogo com os moradores.
2 - Transporte:
Micro-ônibus com identificação da UnB gratuito rodando de 30 em 30 minutos, até a Rodoviária, e outra entre os CAMPIS. Horários fixos de cada parada divulgados no sítio da UnB e afixado nas paradas de ônibus da UnB e dos CAMPIS.
Finais de semana com freqüência de no máximo 1 hora de 06:00 às 00:00h
Enquête periódica sobre o aprimoramento do horário e itinerário dos ônibus.
3 - Bolsa Estudo:
Bolsa integralmente automática para alunos de baixa renda.
Fim da mão de obra explorada, bolsas integralmente estudantis voltadas para a pesquisa.
Facultado aos estudantes de baixa renda a possibilidade de adquirir uma outra bolsa, dando prioridade para o estudante que não possua nenhuma bolsa.
Contratação de funcionários para substituição das bolsas trabalhos sem terceirização.
Reajuste imediato das Bolsas e reajuste anual com o índice da inflação.
4 - Política de Assistência Médica:
Acesso dos estudantes ao Hospital Universitário, volta do funcionamento da emergência, bem como acesso a saúde de forma integral com as diversas especialidades disponíveis ( Oftalmologista, Odontologia, Psicologia, Ginecologia e etc ) por meio de injeção maciça de recursos que visem transformar o HUB afim de cumpra seu papel social e pelo fim dos serviços pagos.
5 - Negociação interna dos processos de desocupação da CEU:
A Reitoria proceda de forma a desjudicializar a questão, que a AMCEU aja como intermediária, que seja respeitado o direito de defesa, e somos contra a criminalização das relações entre a UnB e comunidade e queremos a retirada dos processos concensuados.
6 - Normas de convivência:
Retomada imediata das discussões na pauta do CAC. Efetuação do ofício da AMCEU.
7 - Saída da Decana:
O DAC demonstrou ter uma visão política extremamente equivocada sobre o que é Assistência Estudantil, demonstrou pouca capacidade de dialogar com os estudantes e com a Casa do Estudante.
Exigimos o afastamento imediato da Decana de Assuntos Comunitários Rachel Nunnes, autonomia política do Serviço de Moradia Estudantil – SME junto à AMCEU.
8 - RUs e Moradia Estudantil para os demais CAMPI da UnB
Pautas da Ocupação de 2008
1 - Saída imediata do Reitor e Vice-reitor.
2 - Dissolução do Conselho diretor.
3 - Convocação imediata de eleições diretas e paritárias para reitor.
4 - Pela paridade nas eleições para todos os cargos eletivos da universidade e na composição de todas as instâncias deliberativas da UnB.
5 - Convocação congresso estatuinte paritário.
6 - Abertura das contas de todas as fundações da UnB.
7 - Que os bens adquiridos para o apartamento funcional do reitor sejam leiloados e os recursos investidos na Casa do Estudante.
8 - Abertura imediata de concurso público para professores e técnicos administrativos para suprir o déficit atual do quadro da universidade.
9 - Contra o corte de bolsas permanência feito pela reitoria.
10 - Que as bolsas permanência sejam transformadas em bolsas de pesquisa e extensão e que subam para o valor do salário mínimo.
11 - Que todos os estágios oferecidos pela FUB sejam exclusivos para estudantes da UnB, salvo os de pesquisa.
12 - Pela construção imediata de um Restaurante Universitário no campus de Planaltina.
13 - Garantia da construção de novos prédios de moradia estudantil.
14 - Garantia da reforma da casa do Estudante respeitando condições dignade moradia durante a reforma.
15 - Pela ampliação dos horários de circulação do transporte interno gratuito da UnB, e que este faça o trajeto até a rodoviária.
16 - Pelo Passe Livre estudantil.
17 - Criação de uma linha de ônibus que integre os campi da UnB.
18 - Pela construção imediata de novos prédios nos campi Ceilândia, Gama e prioritariamente Planaltina.
19 - Pela reforma e melhoria das instalações físicas dos campi da UnB
20 - Que a implementação ou não do REUNI seja condicionada por uma ampla discussão na comunidade academica.